Propostas da FCA para impulsionar listagens desagradam gestores de recursos
Na visão dos profissionais, mudanças diminuem os padrões de governança e os deixam mais expostos a riscos
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Desde 2088, o número de companhias listadas na Bolsa de Londres caiu 40% | Imagem: Freepik

Os investidores estão preocupados com a erosão dos direitos dos acionistas delineada na quarta-feira, dia 3 de maio, como resultado da reforma proposta pelo regulador do Reino Unido para aumentar a competitividade do mercado de capitais local.  


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Na opinião de vários gestores de fundos, as mudanças sugeridas pela Financial Conduct Authority (FCA) para facilitar a listagem de empresas na Bolsa de Valores de Londres (LSE) vai diluir os direitos de voto dos investidores e os deixar expostos a ações mais arriscadas. 

Os planos do regulador visam evitar um êxodo ainda maior de empresas da LSE, onde o número de companhias listadas caiu 40% desde 2008. Somente neste ano, a bolsa londrina foi preterida pela fabricante de chips com sede em Cambridge, Arm, e o grupo de materiais de construção CRH. Ambas preferiram se listar em Nova York. 

As propostas da FCA contemplam, entre outras medidas, a eliminação da necessidade de as empresas terem três anos de contas auditadas e a fusão dos mercados de listagem padrão e premium de Londres em uma única categoria, tornando-o mais atraente a empresas iniciantes. As mudanças também tornam o mercado londrino “mais permissivo” em relação às chamadas dual class shares, que dão aos fundadores das empresas mais direitos de voto em relação aos acionistas comuns. 

“O conjunto das propostas representa uma degradação das proteções duramente conquistadas pelos investidores, que estão fornecendo seu capital para apoiar as empresas”, disse, ao Financial Times, Richard Buxton, gerente de ações do Reino Unido da Jupiter, que descreveu as propostas como uma “enorme diminuição dos padrões de governança”. Se essas mudanças atraírem empresas com três anos de balanço sem auditoria, afirma, provavelmente “haverá escândalos e desastres”.  

Caroline Escott, gerente sênior de investimentos da Railpen, que supervisiona 37 bilhões de libras, também desaprova as mudanças e considera que a emissão de ações com voto plural “atinge o coração dos mercados financeiros justos e democráticos”. 

 

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