Companhias abertas dão pouca importância para redução de emissões

Estudo mostra desalinhamento dessas empresas com o Acordo de Paris ou qualquer outra meta relacionada ao clima



Companhias abertas ainda dão pouca importância para redução de emissões
Se as grandes companhias abertas mundo afora não se movimentarem para reduzir as suas emissões projetadas, não haverá como a temperatura do planeta não aumentar 3ºC | magem: freepik

Às portas do início da COP 26, conferência global do clima que vai de 31 de outubro a 12 de novembro em Glasgow, na Escócia, mais pesquisas mapeiam a distância que ainda existe entre as empresas e as metas relacionadas à redução desejável das emissões de carbono na atmosfera. O hiato permanece, a despeito da força que essa agenda vem conquistando e da demanda crescente dos investidores interessados nos aspectos ESG dos ativos. 

Levantamento recente concluiu que, se as grandes companhias abertas mundo afora não se movimentarem para reduzir as suas emissões projetadas, não haverá como a temperatura do planeta não aumentar 3ºC — bem acima da meta estabelecida no Acordo de Paris. Firmado por governos em 2015, o pacto atesta o comprometimento de seus signatários em reduzir as emissões em quantidades suficientes para garantir que, até 2030, a temperatura do globo não suba mais que 1,5ºC na comparação com os níveis pré-industriais. 



De acordo com a edição de outubro da pesquisa MSCI Net Zero Tracker, 57% das companhias listadas da amostra não estão alinhadas nem com o Acordo de Paris nem com qualquer outra meta global de redução de emissões de gases de efeito estufa. Menos de 10% estão comprometidas com o Acordo de Paris. Uma preocupação é que, se essas empresas de grande porte não estão seguindo o processo levado adiante pelos governos com os acordos multilaterais do clima, muito menos as pequenas têm esse tipo de iniciativa. O MSCI Net Zero Tracker analisa dados de 9 mil companhias de várias partes do mundo. 

Diante dessa realidade, é possível que, na prática, mesmo investidores ESG estejam financiando empresas cujas atividades continuam desvinculadas de metas relativas à mitigação da emergência climática. O fato de o mercado direcionar uma fatia significativa de seus recursos para fundos de índice passivos também é um problema. Hoje, 9 trilhões de dólares estão investidos em ETFs, sendo que boa parte deles não está em linha com as metas de redução de emissões.  

Associado sênior ESG da MSCI, Rumi Mahmood pondera que, apesar de os números da pesquisa mostrarem um cenário desanimador, muitas das empresas listadas estão em transição para modelos de negócios que envolvem menos emissões. Mas isso leva tempo. A questão é que, diante da atual situação do clima, talvez não dê mais para esperar. 



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