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Asset alerta para riscos de não cumprimento do Acordo de Paris
Segundo cálculos da LGIM, adiamento da transição para uma economia de baixo carbono pode reduzir o valor dos mercados de ações globais em um terço
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Transição para um resultado climático abaixo de 2°C reduziria o crescimento global do PIB mensal em apenas 1 ponto base ao longo dos próximos 25 anos | Imagem: Freepik

A Legal and General Investment Management (LGIM), maior gestora de ativos do Reino Unido, alertou que as empresas e os mercados financeiros não estão levando em consideração os riscos das mudanças climáticas e pediu aos investidores que se preparem para uma “montanha-russa”. 


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Segundo a asset, que supervisiona mais de 1,2 trilhão de libras em ativos, uma transição atrasada para uma economia de baixo carbono pode desvalorizar as ações globais em mais de um terço e fazer com que um quarto das empresas que hoje emitem títulos com grau de investimento sofram rebaixamentos. 

De acordo com Nick Stansbury, chefe de soluções climáticas da LGIM, a gestora está “muito menos confiante” de que os objetivos do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas possam ser alcançados, mesmo que o custo econômico da transição para uma economia de baixo carbono tenha se tornado “incrivelmente barato”. No Acordo de Paris, firmado em 2015, os países concordaram em limitar o aumento da temperatura global em até 2°C e idealmente em 1,5°C. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas relatou recentemente, no entanto, que um aumento de 1,5°C no curto prazo é “mais provável do que nunca”. 

Em relatório publicado na quarta-feira, dia 29, a LGIM destacou que a ciência e a engenharia proporcionaram as reduções de custos e tecnologia necessárias para um sistema de energia com baixo teor de carbono. Por isso, o desafio mais urgente agora é alocar capital rapidamente e introduzir políticas governamentais para apoiar a transição. “O mundo poderia absorver facilmente os custos associados à realização dos objetivos do Acordo de Paris. Mas a janela para atingir com sucesso um resultado climático de 1,5°C está se fechando em uma velocidade preocupante”, enfatiza o relatório. 

Ainda segundo a publicação, a transição para um resultado climático abaixo de 2°C reduziria o crescimento global do PIB mensal em apenas 1 ponto base ao longo dos próximos 25 anos, embora essa taxa varie por região, com os mercados emergentes sofrendo um pouco mais. A análise da LGMI mostra, por exemplo, que o ônus inflacionário da transição para uma economia de baixo carbono na Nigéria é pelo menos quatro vezes maior do que no Reino Unido. 

 

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