Companhias de países anglo-saxões se destacam em novo rating da GMI

Governança / Edição 20 / 1 de abril de 2005
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A agência de pesquisa e rating de governança corporativa Governance Metrics International (GMI) anunciou no final de 2004 o resultado da sua avaliação sobre a qualidade da governança corporativa de 2.588 companhias em todo o mundo. Vinte e seis companhias, todas de países anglo-saxões (20 norte-americanas, cinco canadenses e uma australiana), obtiveram a nota máxima de 10,0 da GMI. O sistema de rating utilizado pela empresa incorpora centenas de questões divididas em seis grandes categorias de análise: prestação de contas do conselho de administração, controles internos e transparência financeira, pacote de remuneração dos executivos, direitos dos acionistas, estrutura de propriedade e provisões contra aquisições hostis. Confirmando uma tendência recente de ligar boas práticas de governança ao desempenho das companhias, a GMI afirma que todas as 26 empresas com notas máximas superaram os retornos dos índices S&P 500 e MSCI Mundial nos últimos cinco anos, fortalecendo a idéia de uma correlação positiva entre qualidade da governança corporativa e retorno das ações no longo prazo.

Na comparação entre os países, as companhias norte-americanas (1.154 analisadas) alcançaram a maior média geral, de 7,2, seguidas pelas companhias canadenses, britânicas e australianas. As companhias japonesas (356 analisadas) foram as ovelhas negras do estudo, com média geral 3,6, inferior à metade da média dos países anglo-saxões. Além disso, 25 empresas receberam a nota mínima de 1,0, sendo 13 delas japonesas.

Em comparação com a avaliação anterior da GMI, realizada em 2002, constatou-se um aumento da média geral das empresas norte-americanas, de 6,5 para 7,2. Segundo o CEO da GMI, Gavin Anderson, este aumento da qualidade média da governança corporativa provavelmente decorre da entrada em vigor da lei Sarbanes-Oxley, que levou as empresas a aprimorarem sua transparência, a relação com os auditores independentes e práticas dos conselhos de administração.


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