Entraves

Editorial | Semana de 10/7 a 14/7

Editorial / 17 de julho de 2017
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Fechamentos de capital são usualmente marcados pela tensão de interesses entre minoritários e controladores. Mas o caso da Unipar Carbocloro impressiona pela diferença entre o preço ofertado pelos donos da companhia e o defendido pelo mercado. Depois de uma jornada marcada por brigas societárias na família e, mais recentemente, pelo seu envolvimento na Lava Jato, os investidores que persistiram na Unipar querem agora ser recompensados à altura do profícuo futuro que visualizam para o negócio, como mostra a reportagem de Rodrigo Petry, publicada esta semana no aplicativo e no portal da Capital Aberto.

Ainda na temática dos embates travados pelas minorias, o colunista Rafael Martinsdiscorre sobre um elemento capaz de torná-los mais emocionantes: os recibos de depósito. Pontos cegos nas estruturas acionárias das companhias, eles dificultam bastante a vida dos investidores que planejam arregimentar-se para obter um resultado diferente daquele proposto pela administração. Quando há os DRs, ele afirma, o fim da assembleia é conhecido.

Em entrevista à seção Relevo, Leonardo Pereira, que acaba de concluir seu mandato como presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), faz uma análise do atual estágio do mercado de capitais brasileiro e elenca três pontos fundamentais dos quais o próximo mandatário – o advogado Marcelo Barbosa – não deverá se esquecer.

Também nesta semana, a repórter Yuki Yokoi esclarece os detalhes da decisão do colegiado da autarquia sobre o uso da contabilidade de hedge pela Petrobras. Contrariando o veredito conferido pela área técnica, o colegiado validou como correta a prática contábil adotada, dispensado a petroleira de republicar alguns de seus balanços e corrigir os lucros anunciados.



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