A onda das criptomoedas

Editorial | semana de 29/01 a 02/02

Editorial
/ 11 de fevereiro de 2018
Por     /    Versão para impressão Versão para impressão


O bitcoin e seus congêneres ganharam uma popularidade inimaginável até alguns anos atrás. Hoje, o sucesso das criptomoedas leva o Fórum Econômico Mundial a estimar que, até 2027, esse mercado corresponderá a 10% do PIB global. Atentos à explosão dos negócios com moedas digitais, autoridades monetárias e xerifes do mercado de capitais de todo o mundo começam a reagir. O problema é que quando a regulação fecha uma porta o mundo digital abre outras duas. Reportagem de Rodrigo Petry mostra como os reguladores estão lidando com esse fenômeno e traça um panorama do rápido desenvolvimento do mercado de criptomoedas, que agora passa a contar, no Brasil, até mesmo com bolsas para negociação desses ativos virtuais.

Uma dessas bolsas, a Bomesp, chega ao mercado com uma initial coin offering (ICO) baseada numa criptomoeda própria, o niobium coin (NBC). A Bomesp submeteu a oferta a uma análise da área técnica da CVM, que concluiu que a NBC não é um valor mobiliário. A operação, como destaca o artigo de Pedro Eroles, advogado da área bancária do Machado, Meyer, foi emblemática, pois delineou critérios mais claros para as ICOs no Brasil.

Em um momento em que ofertas tão inusitadas chegam ao mercado, o desafio da CVM de proteger o investidor se torna gigantesco. Mas será que ele precisa sempre ser tutelado? Inclusive quando irá colocar seu dinheiro em emissões corriqueiras, feitas por companhias abertas obrigadas a divulgar todas as informações consideradas necessárias para uma decisão de investimento refletida e consciente? As barreiras impostas hoje aos investimentos dos indivíduos são adequadas? Essa é a discussão proposta pela coluna de Carlos Rebello desta edição, com o provocativo título “Inútil! A gente somos inútil!”.

Outro destaque é a coluna de Alexandre Di Miceli. Em seu texto, ele apresenta dez sinais de alerta da presença de uma cultura tóxica nas organizações e que devem ser observados pelos conselheiros. Esses profissionais, afirma, precisam se concentrar mais em assegurar o alinhamento entre propósito, valores, estratégia e cultura nas suas companhias e menos em controles financeiros.


Quer continuar lendo?

Faça um cadastro rápido e tenha acesso gratuito a algumas reportagens.

Tenha o melhor conteúdo do mercado de capitais sem limites ou interrupção.
Assine a partir de R$ 36/mês!
Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} reportagens gratuitas

Seja um assinante!

Você atingiu o limite de reportagens gratuitas. Que tal se tornar nosso assinante? Além do acesso ao mais especializado conteúdo do mercado de capitais, você terá descontos de até 30% em nossos encontros e cursos. Aproveite!


Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie

Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Retorno triunfal
Próxima matéria
Petrobras inicia processo de venda de Pasadena



Comentários

Escreva o seu comentário sobre este texto!

O seu endereço de e-mail não será publicado.




Leia também
Retorno triunfal
Eike Batista era uma figura frequente na internet. Fazia sucesso principalmente com o seu Twitter pessoal. Depois de tempos...