O que o futuro reserva para a indústria financeira

O que o futuro — não muito distante — reserva para o setor financeiro? Bancos 100% virtuais, seguradoras com produtos cada vez mais customizados, fim do dinheiro (até mesmo do de “plástico”), pequenas empresas de tecnologia financeira (as fintechs) abocanhando parte dos negócios, ocaso da economia …



O que o futuro — não muito distante — reserva para o setor financeiro? Bancos 100% virtuais, seguradoras com produtos cada vez mais customizados, fim do dinheiro (até mesmo do de “plástico”), pequenas empresas de tecnologia financeira (as fintechs) abocanhando parte dos negócios, ocaso da economia de escala, novas fontes de capital… E melhor que tudo isso: mercados mais acessíveis, transparentes e baratos para os consumidores.

Essas são as principais constatações de um estudo global realizado pela Deloitte e pelo Fórum Econômico Mundial, que entrevistou representantes de instituições financeiras, profissionais de startups, acadêmicos e observadores do setor para sondar as prováveis consequências das inovações disruptivas na indústria financeira.

Batizado de “Cleared for Takeoff — Five Megatrends that will Change Financial Services”, o estudo mostra que a inovação para a indústria financeira ocorre hoje a partir de clusters — que podem parecer isolados, mas têm características comuns. Eles geram grandes efeitos não apenas para seus apoiadores e clientes, mas para todo o sistema financeiro. A publicação traz, ainda, a informação de que os provedores de serviços inovadores são empresas pequenas e médias, com novas e sofisticadas capacidades. “Os benefícios da escala vão acabar. O modelo universal de banco vai ser a desagregação”, prevê o estudo.

Por qual caminho, então, seguir? “A tecnologia está a serviço dos bancos para oferecer agilidade e otimização, e pode promover maior competitividade”, assinala Clodomir Félix, sócio-líder da Deloitte para o atendimento à indústria de serviços financeiros. “Isso pode se refletir em uma revisão das tarifas”, exemplifica.

Por meio das novas tecnologias que se baseiam em análise de dados e perfil dos clientes, ressalta Félix, outra grande tendência é a personalização de serviços. “O setor financeiro está cada vez mais orientado para o melhor uso da informação disponível. Para se trabalhar com um grupo como o de jovens de 18 a 22 anos, é possível, por exemplo, visualizar o comportamento de um público mais específico, como os universitários, e oferecer a ele serviços customizados.”

Há também tendências importantes para o mercado segurador. “As empresas investem cada vez mais em telemática e análise de dados comportamentais, para conhecer melhor o cliente e oferecer produtos mais baratos e aderentes ao perfil individual. Essas tecnologias demandam alto investimento e grande modernização da infraestrutura tecnológica mas, em contrapartida, prometem revolucionar as metodologias de mensuração dos riscos e de precificação”, diz Elias Zoghbi, sócio da área de Consultoria em Gestão de Riscos da Deloitte e líder para o atendimento ao setor de seguros.

Ainda em relação ao modelo de negócio dos bancos, o estudo diz que as instituições financeiras tradicionais (reguladas e caras) serão substituídas pelo conceito de “bank as a platform”, nova forma de operação e interação que já começa a ser desenhada. Com isso, os bancos terão de se aliar a competidores não tradicionais — as startups financeiras — para tirar vantagem das novas oportunidades em produtos, serviços e modelos de vendas. Segundo o estudo, a digitalização e a mobilidade garantem crescente poder aos clientes — e, nesse cenário, os bancos de varejo podem sofrer mais com a perda gradativa da importância da economia de escala.

Confira o estudo completo neste link.

 

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