Minoritários disputam assentos no conselho fiscal da Petrobras

No próximo dia 27, os acionistas minoritários da Petrobras decidirão a nova composição do conselho fiscal. O órgão será composto por cinco executivos. Três foram apontados pela União, controladora da companhia: Adriano Pereira de Paula, Marisete Fátima Dalad Pereira e Luiz Augusto Fraga Navarro de …

Seletas/Relações com Investidores/Reportagem/Edição 74 / 13 de abril de 2017
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Ilustração: Rodrigo Auada

Ilustração: Rodrigo Auada

No próximo dia 27, os acionistas minoritários da Petrobras decidirão a nova composição do conselho fiscal. O órgão será composto por cinco executivos. Três foram apontados pela União, controladora da companhia: Adriano Pereira de Paula, Marisete Fátima Dalad Pereira e Luiz Augusto Fraga Navarro de Britto Filho. Os outros dois assentos, destinados aos minoritários donos de ONs e de PNs, serão disputados, pela primeira vez, por duas chapas cada.

O Banco Clássico, veículo de investimento de José Abdalla Filho, lidera uma delas e propõe a manutenção dos atuais conselheiros. O analista Reginaldo Ferreira Alexandre ocupa a vaga destinada aos ordinaristas e o advogado Walter Albertoni, o assento dedicado aos preferencialistas. Já a outra chapa é encabeçada pelos conselheiros Guilherme Affonso Ferreira e Marcelo Mesquita. Os executivos, que também são minoritários — Ferreira investe por meio da Bahema Participações e Mesquita é sócio da Leblon Equities — fizeram valer seus direitos de acionistas e indicaram o economista Francisco Vidal Luna (para a vaga dos ordinaristas) e a analista Sonia Villalobos (para a vaga dos preferencialistas).

A concorrência é considerada uma evolução do ativismo na Petrobras. Deixa para trás o período em que os minoritários se juntavam em chapa única para desbravar os postos que a Lei das S.As. lhes reserva. “A beleza do negócio está na disputa. É saudável que o investidor possa escolher entre propostas alternativas”, diz Mesquita.

De acordo com ele, a chapa que propôs junto com Ferreira não é uma resposta à atuação dos conselheiros que concorrem à reeleição. Em 2016, Alexandre e Albertoni votaram contra a aprovação da demonstração financeira referente a 2015 e criticaram decisões da companhia — entre elas, a adoção do hedge accounting, atualmente sob análise da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “Não é uma reação. Queremos renovação, novos olhares que possam contribuir para a evolução das demonstrações financeiras”, esclarece Mesquita.


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