Supervisão sem opinião

Fundo da Rio Bravo propõe modelo de governança baseado na instalação de comitê de compliance

Bimestral/Governança Corporativa/Temas/Edição 89 / 1 de janeiro de 2011
Por 


A estrutura de governança dos fundos de private equity começa a mudar. Prova disso é o Rio Bravo Energia I, gerido pela Rio Bravo, que investirá este ano R$ 300 milhões — já comprometidos por investidores — em oportunidades do setor elétrico. Em seu regulamento, o fundo prevê o direito de os representantes de 12% das cotas (sozinhos ou em grupo) indicarem membros para o comitê de compliance. O órgão será composto de até oito pessoas e se reunirá logo após os encontros do comitê de investimentos.

Inédito na história da Rio Bravo, o comitê de compliance tem a função de supervisionar se a política de investimento do fundo está sendo cumprida e de indicar a firma que auditará a carteira. Mas não possui poder de veto sobre as decisões de alocação. Com essa novidade, as 20 fundações previdenciárias que investem no Rio Bravo Energia I aceitaram abrir mão de participar do comitê de investimentos. Dentre os cotistas estão Fundação Itaipu Brasil, Chesf e Eletros. Os maiores fundos de pensão, no entanto, ficaram de fora.

“Quem não está aberto à estrutura de governança preferiu não participar”, conta Paulo Silvestri, diretor de private equity da Rio Bravo. O comitê de compliance vai ao encontro das preferências dos investidores estrangeiros, avessos à ideia de terceirizar a gestão dos recursos e, mesmo assim, participar das decisões de investimento. O código de boas práticas do setor contempla essa figura, à qual atribui o nome de comitê de supervisão.

Elaborado pela Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCap) em parceria com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o documento criou três categorias de fundos, definidas a partir da estrutura de governança escolhida. Os de tipo 1 são os que aceitam representantes de cotistas no comitê de investimentos; os de tipo 2, os que permitem apenas integrantes da administração ou da gestão à frente das decisões de investimento; e os de tipo 3, os que não preveem instalação ou funcionamento de um comitê de investimentos. Para o segundo tipo, o código exige a instalação de um comitê de supervisão.


Quer continuar lendo?

Faça um cadastro rápido e tenha acesso gratuito a três reportagens mensalmente.

Tenha o melhor conteúdo do mercado de capitais sem limites ou interrupção.
Assine a partir de R$ 36/mês!
Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} matérias gratuitas por mês

Você atingiu o seu limite de {{limit_online}} matérias por mês. X

Ja é assinante? Entre aqui >

ou

Aproveite e tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo sobre mercado de capitais!

Básica

R$ 36 00

Mensal

Acesso Digital
-
Desconto de 10% em grupos de discussão, workshops e cursos de atualização
Acervo Digital

Completa

R$ 42 00

Mensal

Acesso Digital
Edição Impressa
Desconto de 10% em grupos de discussão, workshops e cursos de atualização
Acervo Digital

Corporativa

R$ 69 00

Mensal

Acesso Digital - 5 senhas
-
Desconto de 15% em grupos de discussão, workshops e cursos de atualização
Acervo Digital

Clube de conhecimento

R$ 89 00

Mensal

Acesso Digital - 5 senhas
-
Desconto de 20% em grupos de discussão, workshops e cursos de atualização
Acervo Digital | Acervo de Áudios



Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie


Tags:  Governança Corporativa Private equity e venture capital Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
RI com governança
Próxima matéria
O ano da moda



Comentários

Escreva o seu comentário sobre este texto!

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Recomendado para você





Leia também
RI com governança
Quando se fala em relacionamento com investidores (RI) no Brasil, o que vem à mente é divulgação de resultados, teleconferência,...