RI com governança

Sodali e Better Governance querem ampliar o escopo da comunicação entre companhias e acionistas

Bimestral/Governança Corporativa/Temas/Edição 89 / 1 de janeiro de 2011
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Quando se fala em relacionamento com investidores (RI) no Brasil, o que vem à mente é divulgação de resultados, teleconferência, website, relatório anual e eventos para apresentação de números e perspectivas. Anunciada em dezembro, a parceria da europeia Sodali com a brasileira Better Governance, dirigida pela especialista em governança Sandra Guerra, pretende ampliar esse conceito. A proposta é oferecer serviços às companhias para que elas se comuniquem com seus acionistas de modo a gerenciar expectativas dos dois lados e alcançar resultados mais favoráveis nas assembleias-gerais.

Uma parte desse trabalho é o que a Sodali faz na Europa: pesquisar como os investidores da companhia costumam votar, qual a percepção sobre as práticas de governança da empresa e dos seus pares e o que os acionistas esperam dela. Esse estudo pode também ser sucedido por um trabalho corpo a corpo com os acionistas, no sentido de alinhar expectativas sobre os assuntos a serem discutidos nas próximas assembleias-gerais. O objetivo é evitar que a companhia surpreenda os acionistas ao propor uma mudança e depois tenha problemas para obter o número de votos necessários à sua aprovação. A outra parte do trabalho será a preparação dos conselhos de administração e das estruturas de governança da companhia para a nova forma de comunicação. Esse é o componente que virá da experiência de Sandra na área.

John Wilcox, ex-dirigente do fundo TIAA-Cref e chairman da Sodali, sabe que posturas mais ativistas em relação às assembleias não são costumeiras no Brasil, nem do lado dos investidores e muito menos das companhias. Mas ele acredita que a tendência de dispersão do capital sinalizada nos últimos anos vai mudar isso. “Vocês não têm noção de como o Brasil está diferente hoje”, diz ele. A Sodali Better Governance (SBG) espera oferecer também serviços pré e pós-IPO, preparando as empresas para a abertura de capital e acompanhando-as até a sua primeira assembleia-geral.

A SBG já tem um cliente: a concessionária Ecorodovias, que a contratou para fazer uma pesquisa sobre como os investidores avaliam a estratégia e os negócios da companhia, o trabalho de RI, o acesso aos diretores e a governança. Será feito também um estudo sobre as práticas adotadas e o que pode ser melhorado ou atualizado. “Temos apenas oito meses como companhia aberta e precisamos entender melhor os nossos investidores”, afirma Roberto Nakagome, diretor de RI.


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