Recomendação de voto de consultor influencia cotação

Captação de recursos/Internacional/Temas/Edição 72 / 1 de agosto de 2009
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Nos últimos anos, o mercado norte-americano tem vivido um boom no número de investidores institucionais que usam os serviços de voto fornecidos pelos chamados “proxy advisors”. O trabalho desses profissionais consiste, dentre outras funções, em fornecer aos seus clientes recomendações de voto em assembleias. Um estudo disponibilizado pelo National Bureau of Economic Research revelou que os serviços prestados por essas consultorias, principalmente quando envolvem um “proxy contest” — disputa entre os acionistas e a administração da companhia pela eleição de um membro do conselho — têm impacto direto sobre o preço das ações.

O motivo, segundo o estudo, está no fato de que as recomendações feitas pelos proxy advisors têm um poder preditivo. Ou seja, trazem aos investidores indicações de quem pode ganhar a disputa. Dados da pesquisa mostram que as 35 recomendações de voto feitas a favor da chapa dissidente pelo Institutional Shareholders Services (ISS), atual RiskMetrics, a maior e mais proeminente firma de proxy advisory, entre 2002 e 2005, foram acompanhadas por um retorno positivo anormal das ações dessas companhias. Essa valorização chegou a uma média de 3,76% numa janela de nove dias, enquanto recomendações a favor do escolhido da administração apresentaram retorno negativo de 0,56% nesse mesmo período.

A razão para essa diferença encontra-se no fato de que, ao fazer uma sugestão de voto contrária à gestão atual, essas consultorias trazem ao mercado informação inédita de como a eleição de um membro da chapa dissidente pode agregar valor às ações. O mesmo não acontece no caso oposto. A eleição de um membro escolhido pela empresa e com histórico anterior na companhia já estaria, em tese, precificada.


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