Demissões na Usiminas revelam racha no bloco de controle

Governança Corporativa / Seletas / Edição 134 / 1 de outubro de 2014
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O clima na Usiminas anda tenso. Em 26 de setembro, a siderúrgica comunicou a demissão de três de seus principais executivos: Julián Eguren, diretor-presidente; Paolo Bassetti, diretor vice-presidente de subsidiárias; e Marcelo Chara, diretor vice-presidente industrial. A decisão foi tomada na reunião do conselho de administração realizada no dia anterior e mostrou animosidade entre os dois principais grupos que formam o bloco de controle da siderúrgica: o NSSMC, comandado pelos japoneses da Nippon Steel; e os argentinos da Ternium e da Tenaris, pertencentes ao grupo Techint.

O racha ficou evidente após um conselheiro da Usiminas, indicado pela Nippon, denunciar os três executivos por irregularidades na remuneração. Investigações internas apontam que eles teriam recebido benefícios não previstos no pacote de remuneração aprovado anualmente pelo conselho. Os diretores haviam sido indicados pelos argentinos.

A questão foi levada à reunião do board, composto de dez membros. Votaram a favor da destituição três conselheiros indicados pela Nippon e dois representantes dos minoritários. Os cinco conselheiros da cota da Ternium foram contrários à proposta. O voto de minerva coube ao chairman Paulo Penido Marques: alinhado aos japoneses que o recomendaram para o cargo, ele votou a favor do desligamento dos executivos.

A demissão gerou um burburinho — a Nippon estaria querendo minar a influência da Ternium na companhia. O duelo, agora, será para fazer valer o acordo de acionistas. O documento prevê que os integrantes do bloco de controle votem em consenso, a partir de uma reunião previamente realizada. Como na demissão dos executivos não houve esse acerto, a Ternium quer provar que a Nippon violou o trato. Temporariamente, a Usiminas será comandada pelo diretor Rômel Erwin de Souza.

Ilustração: Rodrigo Auada


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