Private equity tem retorno líquido próximo ao CDI

Gestão de Recursos/Seletas/Edição 136 / 1 de dezembro de 2014
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O retorno anual médio dos fundos de private equity entre 2010 e 2012 foi de 17,1%, segundo estudo divulgado, em novembro, pelo Centro de Estudos de Private Equity (GVCepe). “É uma taxa igual à dos melhores fundos dos Estados Unidos de 2005 a 2012”, compara Cláudio Furtado, diretor da instituição. Ele deixa claro, entretanto, que o número deve ser visto com cuidado: a média esconde extremos (os retornos variaram entre -56% e 188%). Ao todo, o estudo analisou 285 veículos de investimento em participações.

Apesar de positivo, o retorno brasileiro perde brilho quando se descontam os custos de oportunidade: cai para 4%. “A taxa de retorno líquida média está próxima do CDI”, observa José Carlos Magalhães, sócio da Tarpon. Para conseguir superar esse patamar, os fundos usam estratégias diferentes. A General Atlantic, por exemplo, vem investindo em empresas não relacionadas ao desempenho do PIB, como o site de turismo Decolar. Já a TMG Capital decidiu se aventurar no território da biotecnologia; sua aposta recai sobre a consolidação de um fabricante nacional de insulina, usada para o tratamento de diabetes. “O Brasil é a única nação emergente que não tem produção doméstica dessa substância”, diz Luiz Francisco Viana, sócio da TMG.

O BTG tem uma estratégia mais ousada. Enquanto muitos fundos só aplicam em participação acionária, eles usam também debêntures conversíveis para fazer seus aportes — inclusive fora do País. “Fizemos três investimentos em 2013, nenhum no Brasil”, conta Marcelo Hallack, gestor da área de private equity do BTG Pactual. Uma das companhias investidas é espanhola; as outras duas são africanas.

A pesquisa informou também que o dinheiro que fundos de private equity e venture capital têm para aplicar em empresas promissoras vem aumentando ano a ano. Os resultados mostram um crescimento de 32% no período analisado, de US$ 43,9 bilhões para US$ 58,1 bilhões.


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