ICGN defende os SWFs e rechaça protecionismo

Governança Corporativa/Internacional/Temas/Edição 57 / 1 de maio de 2008
Por , e


O International Corporate Governance Network (ICGN), entidade que congrega grandes investidores em nome das boas práticas de governança, vê com bons olhos o crescimento dos fundos soberanos — veículos utilizados por países para investir reservas internacionais em empresas mundo afora. A declaração foi feita no dia 5 de abril por Peter Montagnon, presidente do conselho do ICGN, em uma conferência com representantes desse tipo de fundo, em Gotemburgo (Suécia).

O posicionamento do ICGN na questão pôs mais lenha na fogueira de debates sobre os Sovereign Wealth Funds (SWFs). Por seu vulto — o Deutsche Bank estima um patrimônio de US$ 3,1 trilhões para esses veículos — e devido à falta de transparência — em muitos casos, os países se recusam a dar detalhes dos investimentos —, os fundos soberanos são vistos por muitos como uma ameaça ao equilíbrio financeiro internacional.

Para Montagnon, no entanto, a atuação dos SWFs é bem-vinda, e qualquer tipo de regulação que restrinja ou proíba seu acesso aos investimentos deve ser rechaçado. “Esse tipo de abordagem cheira a protecionismo. Não é necessário criar barreiras exclusivas para as atividades desses fundos, já que quase todos os países possuem meios de proteção no que diz respeito a regras de competição, soberania nacional e proteção a minoritários”, afirma.

No que tange à melhora na transparência, Montagnon sugeriu aos fundos participantes da conferência — os SWFs de Kuwait, Noruega, China e Rússia — a adoção voluntária das instruções da Declaração sobre as Responsabilidades dos Acionistas do ICGN, documento que reúne as melhores práticas sobre o tema na ótica da organização.

O ICGN reúne cerca de 500 membros, de 40 países, responsáveis pela gestão de US$ 15 trilhões em ativos, entre os quais alguns pesos pesados como a Calpers, maior fundo de pensão do mundo.


Quer continuar lendo?

Faça um cadastro rápido e tenha acesso gratuito a três reportagens mensalmente.
Tenha o melhor conteúdo do mercado de capitais sem limites ou interrupção.
Assine a partir de R$ 4,90 (nos 3 primeiros meses).
Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} matérias gratuitas por mês

Você atingiu o seu limite de {{limit_online}} matérias por mês. X

Ja é assinante? Entre aqui >

ou

Aproveite e tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo sobre mercado de capitais!

Básica

R$ 4, 90*

Nos três primeiros meses

01 Acesso Digital
-
10% de Desconto em grupos de discussão e workshops
10% de Desconto em cursos
Acervo Digital
sem áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$36,00

Completa

R$ 9, 90

Nos três primeiros meses

01 Acesso Digital
01 Edição Impressa
10% de Desconto em grupos de discussão e workshops
10% de Desconto em cursos
Acervo Digital
sem áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$42,00

Corporativa

R$ 14, 90

Nos três primeiros meses

05 Acessos Digitais
01 Edição Impressa
15% de Desconto em grupos de discussão e workshops
15% de Desconto em cursos
Acervo Digital
sem áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$69,00

Clube de conhecimento

R$ 19, 90

Nos três primeiros meses

05 Acessos Digitais
01 Edição Impressa
20% de Desconto em grupos de discussão e workshops
20% de Desconto em cursos
Acervo Digital
com áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$89,00

**Áudios de todos os grupos de discussão e workshops.




Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie


Tags:  investimentos Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Sócios com controle piramidal são perigo para estrangeiros
Próxima matéria
Crise do subprime amplia críticas de ativistas à governança



Comentários

Escreva o seu comentário sobre este texto!

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Recomendado para você





Leia também
Sócios com controle piramidal são perigo para estrangeiros
Uma joint venture formada por um grupo local com estrutura piramidal de controle e outro estrangeiro com uma composição...