Latinos estão pouco representados em conselhos americanos

Entre os dez sobrenomes mais comuns nos Estados Unidos figuram os anglo-saxões Smith, Johnson, Jones e Miller. Mas os latinos García e Rodríguez também estão na lista. Embora formem uma parcela significativa da população americana (cerca de 17%), os latinos estão pouco representados no alto escalão …



Ilustração: Rodrigo Auada

Ilustração: Rodrigo Auada

Entre os dez sobrenomes mais comuns nos Estados Unidos figuram os anglo-saxões Smith, Johnson, Jones e Miller. Mas os latinos García e Rodríguez também estão na lista. Embora formem uma parcela significativa da população americana (cerca de 17%), os latinos estão pouco representados no alto escalão das companhias.

Um levantamento recente da consultoria de recrutamento Heidrick & Struggles analisou os conselhos de administração das companhias do índice Fortune 500 e aponta que, no ano passado, dos 399 novos conselheiros, apenas 16 (ou 4%) eram latinos — o percentual chegou a 5% em 2014. Apesar da falta de representatividade nos boards, o poder de compra desse grupo populacional vem aumentando: passou de US$ 1 trilhão em 2010 para US$ 1,5 trilhão em 2015.

A presença dos afro-americanos é um pouco maior. No ano passado, 9,3% dos conselheiros das empresas integrantes do Fortune 500 tinham essa ascendência, contra 8,3% em 2014. Já a porcentagem de mulheres nos boards ficou praticamente estável de um ano para outro (passou de 29,2% para 29,8%) — apesar de elas representarem pouco mais de 50% dos americanos.

O estudo concluiu ainda que a idade média dos conselheiros contratados em 2015 é 58 anos, e a formação mais comum entre eles está relacionada à área de finanças. De acordo com a Heidrick & Struggles, a preferência por essa especialidade deve-se ao fato de os reguladores estarem cada vez mais rígidos ao analisar a prestação de contas das companhias, o que torna esse tipo de conhecimento importante para empresas de qualquer setor.


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