ONGs aderem às boas práticas para se reestruturar

Governança / Edição 24 / 1 de agosto de 2005
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Governança corporativa é um tema que teve início nas situações de conflitos de interesse em grandes companhias abertas. Atualmente, vem se mostrando cada vez mais relevante para empresas de capital fechado e até mesmo para organizações sem fins lucrativos.

Um exemplo ocorreu recentemente com a orquestra sinfônica de San Antonio, nos EUA. Há pouco mais de um ano, a orquestra estava em situação de falência. Como forma de tentar salvar a organização, foi elaborado um plano de recuperação baseado em práticas de governança e em atividades de marketing. O antigo conselho de administração, com 23 pessoas, foi reestruturado, um comitê de auditoria foi instalado e novos mecanismos de supervisão, implementados. Segundo o presidente do conselho, Kenneth Olesson, o plano de recuperação teve sucesso e a organização fechou a primeira temporada sem prejuízo.

De acordo com Deborah Hechinger, presidente da empresa de desenvolvimento de conselhos BoardSource, as principais questões enfrentadas por conselheiros desse tipo de organização envolvem o sistema de remuneração dos executivos, conflitos de interesse, despesas de viagem e imprecisões dos relatórios financeiros. Para lidar com essas questões e prevenir problemas, as organizações sem fins lucrativos devem instituir comitês de auditoria, exigir aprovação de todo o conselho em matérias de remuneração dos executivos, estabelecer políticas para viagens e revisar as atribuições e práticas do conselho regularmente.

Segundo Hechinger, em função dos recentes escândalos corporativos com empresas privadas, os conselheiros de organizações sem fins lucrativos também passaram a ser observados por reguladores públicos norte-americanos, sendo passíveis de multas ou ações judiciais em caso de negligência nas suas atividades de supervisão.


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