Estudo analisa tendência de unificação das classes de ações

Governança / Edição 24 / 1 de agosto de 2005
Por 


O conceito “uma ação, um voto” é considerado um dos principais pilares das boas práticas de governança corporativa em todo o mundo. Atualmente, vem sendo observada a tendência de empresas com duas classes de ações – e direitos de voto diferenciados – unificarem essas classes de forma a serem mais bem avaliadas pelos investidores.

Recente estudo realizado pela professora Anete Pajuste da Universidade de Estocolmo analisou os motivos que fazem com que as empresas européias unifiquem suas classes de ações e as conseqüências após a reestruturação. A pesquisa foi realizada com 493 companhias abertas européias de sete países (Alemanha, Itália, Suécia, Suíça, Dinamarca, Finlândia e Noruega), nos quais a emissão de duas classes de ações é muito utilizada.

A pesquisa mostra que os motivos que levaram companhias a emitir duas classes de ações no passado – basicamente a necessidade de captar recursos e de evitar uma aquisição hostil – são os mesmos que motivam as empresas atualmente a unificarem suas classes de ações. Três variáveis aumentam a probabilidade de as empresas unificarem suas classes de ações: dependência de novo aporte de capital próprio, necessidade sistemática de aquisição de outras companhias e existência de um acionista controlador com poucos benefícios privados de controle (menor disparidade entre direito de controle e direito sobre o fluxo de caixa).

Em relação às conseqüências da reestruturação acionária, o estudo mostra que o valor das empresas aumenta após a unificação, corroborando a idéia de que esta operação é bem vista pelos investidores. Como conclusão geral, a autora afirma que a utilização de duas classes de ações não deveria ser proibida pela lei, já que as empresas que dependem de capital próprio irão cedo ou tarde ser forçadas pelo mercado a unificarem suas classes de ações.


Quer continuar lendo?

Faça um cadastro rápido e tenha acesso gratuito a algumas reportagens.

Tenha o melhor conteúdo do mercado de capitais sem limites ou interrupção.
Assine a partir de R$ 36/mês!
Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} reportagens gratuitas

Seja um assinante!

Você atingiu o limite de reportagens gratuitas. Que tal se tornar nosso assinante? Além do acesso ao mais especializado conteúdo do mercado de capitais, você terá descontos de até 30% em nossos encontros e cursos. Aproveite!


Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie

Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Agências de rating explicam métodos de análise
Próxima matéria
ONGs aderem às boas práticas para se reestruturar




Nenhum comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Leia também
Agências de rating explicam métodos de análise
As práticas de governança se tornaram mais relevantes dentro do processo de avaliação das agências de rating de crédito...