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Grupo de Discussão Venture Capital e Empreendedorismo, realizado no dia 16 de outubro de 2014

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Empresas brasileiras começam a investir em empreendedores

A desenvolvedora de softwares e plataformas digitais Totvs investiu, por meio da Totvs Ventures, R$ 3,2 milhões na aquisição de 20% da gaúcha uMov.me, plataforma voltada para logística e mobilidade. A operação, ocorrida em 2013, não constituiu um processo de aquisição tradicional. É que ela faz parte do projeto de corporate venture da empresa. A ideia é encontrar empreendedores com bons projetos no setor de atuação da companhia e financiá-los, para que cresçam e se tornem relevantes — e lucrativos.

À primeira vista até parece contraditório. Para que investir numa empresa que pode, quem sabe, se tornar concorrente? Inovação é a resposta mais imediata. Nem sempre se encontram tecnologias revolucionárias dentro de casa. A verdadeira inovação geralmente está do lado de fora, em organizações menores, mais dinâmicas e menos engessadas por metas de faturamento, controles internos e interesses de curto prazo. “Deu muito certo”, dizem Karime Hajar, gerente de novos negócios da Totvs Ventures, e Alexandre Trevisan, CEO da uMov.me.

Ao criar estruturas que encontram e financiam empresas promissoras desde cedo, a investidora conquista um parceiro. Já a investida ganha, além do dinheiro, um relacionamento precioso com uma companhia importante do setor. A Totvs foi a primeira companhia brasileira a desenvolver um corporate venture. Outras, como Embraer e Natura, estudam a possibilidade. Empresas estrangeiras que atuam no Brasil, como Microsoft e Qualcomm, já têm unidades de financiamento há algum tempo. A Telefónica apostou na criação da Wayra, uma aceleradora que tem o mesmo objetivo, mas busca projetos em fase ainda inicial.

A ideia de juntar inovação e empreendedorismo com capital e experiência parece ótima. Antes que grandes companhias e empreendedores sonhem com um corporate venture para chamar de seu, contudo, é melhor saber quais são as restrições e os desafios da ferramenta. Um dos limites é o gigantismo da investidora. “Os executivos de uma grande empresa têm outra mentalidade. Precisamos deixar claro que não é uma operação de fusão e aquisição tradicional”, diz Carlos Pessoa, diretor da Wayra Brasil.

• Leia A quatro mãos, reportagem sobre corporate venture publicada na edição de novembro da CAPITAL ABERTO.

• Confira os tuítes que publicamos durante o evento.

• Acompanhe a agenda completa dos próximos Grupos de Discussão.

Fotos: Régis Filho




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