Pesquisar

|

|

Pesquisar
Close this search box.
Aconteceu, está no Facebook
20/2/2014
, Aconteceu, está no Facebook, Capital Aberto

Clique na imagem para ampliar

Desde ontem não se fala em outra coisa. O Facebook comprou o WhatsApp, aplicativo que permite a troca de mensagens através de smartphones, por US$ 16 bilhões. O valor total do negócio pode chegar a US$ 19 bilhões se contabilizadas as opções de ações.

O que nem todo mundo reparou é que a notícia se alastrou a partir de um post no próprio Facebook. Por volta das 19h (14h em Palo Alto, sede da companhia, nos Estados Unidos), Mark Zuckerberg, fundador e CEO da rede social, publicou a notícia em sua página pessoal. Dizendo-se animado com a aquisição, garantiu que o aplicativo seguirá independente da rede social e que seu fundador, Jan Koum, terá um assento no conselho de administração do Facebook.

A notícia ganhou o mundo. Em meia hora, foram mais de 100 mil curtidas e 27,5 mil compartilhamentos. Isso sem levar em conta todas as matérias jornalísticas e postagens individuais que foram feitas a partir do post. Hoje, por volta das 11h, a mensagem de Zuckerberg acumulava 410 mil curtidas e mais de 100 mil compartilhamentos.

Surpreendente, não? A Securities and Exchange Commission (SEC) permite que fatos relevantes de companhias abertas americanas sejam veiculados nas redes sociais. A concessão foi dada em 2012, depois que Reed Hastings, CEO da Netflix, informou em sua página na rede social, que o serviço da empresa havia ultrapassado a marca mensal de 1 bilhão de horas pela primeira vez. As ações reagiram à boa notícia e a SEC também, chegando a abrir uma investigação contra Hastings, afinal, ele publicou uma informação relevante ali antes de usar os meios tradicionais – o site da companhia e a própria SEC.

Desde então, a SEC redefiniu suas regras de divulgação e incluiu as redes sociais. Esses veículos podem ser canais oficiais de publicação de fato relevante, desde que a empresa deixe isso claro em sua página de relações com investidores.

Ainda que seja dado um desconto para a popularidade de Zuckerberg, que tem 24,8 milhões de seguidores (inclusive a jornalista aqui), o poder de difusão de uma informação pelas mídias digitais mostrou-se imbatível. A página de Zuckerberg no Facebook não está listada como canal oficial no site de RI da companhia, mas ele não fez nada de irregular: um minuto antes de publicar seu post, ele havia colocado a informação na página da SEC.

Por aqui, as redes podem ser usadas, desde que a informação já tenha sido transmitida pelos meios oficiais. A nossa primeira prova de fogo rumo à adesão à internet será neste ano. A CVM acaba de permitir que as companhias divulguem fatos relevantes exclusivamente em portais de notícias. Dos sites jornalísticos para o Facebook, será um passo. Ou melhor, um clique.


Para continuar lendo, cadastre-se!
E ganhe acesso gratuito
a 3 conteúdos mensalmente.


Ou assine a partir de R$ 34,40/mês!
Você terá acesso permanente
e ilimitado ao portal, além de descontos
especiais em cursos e webinars.


Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} matérias gratuitas por mês

Você atingiu o limite de {{limit_online}} matérias gratuitas por mês.

Faça agora uma assinatura e tenha acesso ao melhor conteúdo sobre mercado de capitais


Ja é assinante? Clique aqui

Acompanhe a newsletter

Leia também

mais
conteúdos

APROVEITE!

Adquira a Assinatura Superior por apenas R$ 0,90 no primeiro mês e tenha acesso ilimitado aos conteúdos no portal e no App.

Use o cupom 90centavos no carrinho.

A partir do 2º mês a parcela será de R$ 48,00.
Você pode cancelar a sua assinatura a qualquer momento.