Sentidos opostos

Liberada a competição no setor de meios de pagamento, investidores parecem gostar mais de Cielo

Bimestral/Relações com Investidores/Temas/Edição 85 / 1 de setembro de 2010
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O fim dos contratos de exclusividade de uso das bandeiras Visa e Mastercard esquentou a concorrência entre Redecard e Cielo. Desde 1º de julho, os lojistas não precisam mais manter duas ou mais máquinas em seu estabelecimento, uma para cada bandeira. Se preferirem, podem escolher ficar com uma só, a que lhe oferecer mais vantagens. Cientes disso, as duas companhias passaram a investir fortemente em propaganda. Mas, por ora, a Cielo tem levado vantagem, ao menos aos olhos dos investidores de bolsa.

Seus papéis valorizaram 4,2% desde o começo do ano até 24 de agosto, enquanto os da Redecard despencaram 9% no mesmo período. Para Henrique Naval, analista do Santander, o motivo para as duas ações caminharem em sentidos opostos está diretamente ligado à capilaridade das empresas. Por trás da Cielo, há a força extensiva de venda de seus controladores Bradesco e Banco do Brasil, que juntos somam 8,5 mil agências. Já a Redecard conta com o seu acionista controlador, o Itaú Unibanco, que possui cerca de 5 mil pontos de venda. “A força comercial dos bancos é que vai pautar a escolha da bandeira cliente a cliente”, afirma Naval. “Os benefícios oferecidos por essas instituições ao lojista, como seguros e descontos, serão decisivos. O terminal POS (point-of-sale) apenas virá com o pacote.”

A parceria de cinco anos firmada pela Cielo com o HSBC, na qual o banco utilizará a Cielo como credenciadora preferencial dos seus clientes, também ampliou a atratividade da companhia. Soma-se a isso o fato de a Cielo estar envolvida no desenvolvimento da bandeira Elo, destinada às classes C, D e E, que será lançada nos próximos meses por uma parceria entre o Banco do Brasil, o Bradesco e a Caixa Econômica Federal, ressalta o analista Márcio Yamachira, da Gradual Investimentos.

A diretora de Relações com Investidores (RI) da Redecard, Viviane Behar, destaca as diferenças nas estratégias de crescimento das duas companhias. A Cielo se concentra nas três grandes bandeiras — Visa, Mastercard e American Express —, já a Redecard se foca na aquisição de bandeiras que sejam dominantes em determinadas regiões e cidades do País. “Hoje, operamos com 20 bandeiras no total”, frisa Viviane. A última adquirida pela Redecard, até o fechamento desta edição, foi a Sicredi, que tem 1,2 milhão de cartões de crédito emitidos.

Apesar da discrepância no desempenho em bolsa, ambas as empresas apresentaram crescimento no lucro líquido no segundo trimestre. A Cielo, no entanto, teve um ganho bem mais expressivo: 21,9%, contra 9,1% da Redecard. O mesmo aconteceu com a receita líquida. Essa linha do balanço cresceu 16,6% no período para a Redecard, chegando a R$ 862,9 milhões; na Cielo, aumentou 21,6%, atingindo R$ 1,05 bilhão.


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