Internacionalização chega às corretoras brasileiras

Captação de recursos / Temas / Edição 72 / 1 de agosto de 2009
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As corretoras brasileiras estão no radar de grupos estrangeiros interessados em demarcar território na América Latina. A Finabank é uma delas. Criada em 1993, inicialmente para operar na BM&F, a corretora recebeu, no fim de junho, aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN) para ter no máximo 100% de participação estrangeira em seu capital. E, até o fechamento desta edição, aguardava apenas o aval do presidente da República para que o grupo colombiano Interbolsa, com quem a Finabank firmou protocolo de intenções em 2007, assuma 44,5% do seu capital. A atual diretoria, composta de quatro executivos, permanecerá com participação majoritária e seguirá no comando dos negócios por, pelo menos, três anos.

“Passaremos a ter acesso ao mercado colombiano, muito forte na negociação secundária de títulos públicos; e eles, ao nosso segmento de ações, mais desenvolvido”, afirma Edison Marcellino, diretor da Finabank. A opção por um parceiro latino tem suas explicações. Por ter maior capacidade financeira, grupos americanos e europeus tendem a preferir a criação de uma subsidiária no País ou a aquisição de 100% do negócio, como aconteceu no ano passado com a Corretora Liquidez, vendida ao grupo inglês BGC Partners. “A parceria com a Colômbia é pioneira e segue a tendência de fazer do Brasil um centro de liquidez na América Latina”, explica Marcellino. A escolha tem outra justificativa importante. Segundo o executivo, o mercado colombiano caminha para liberar os investimentos no exterior dos seus fundos de pensão, o que aumentaria o fluxo de recursos entre os países.

A Finabank não está sozinha nesse movimento. Em abril, a Corretora Souza Barros inaugurou a Souza Barros Securities. A unidade sediada nos Estados Unidos é independente da operação brasileira, apesar de ter os mesmos controladores. A duas firmas assinaram contrato de cooperação para indicação de clientes, e os primeiros resultados já começaram a aparecer. Além do aumento de fluxo de recursos, a Souza Barros brasileira ganhou visibilidade no exterior. No momento, inclusive, estuda propostas de quatro corretoras estrangeiras para representá-las no mercado local. “Estamos negociando parceria com uma corretora norte-americana e outra inglesa. Da América Latina, temos propostas em análise do Uruguai e da Colômbia”, conta o diretor Carlos Souza Barros.

A movimentação entre as corretoras prossegue com a aprovação do Banco Central, no fim de julho, da aquisição da Arkhe DTVM. Focada no segmento BM&F, a distribuidora será comprada pela Icap Brasil, que já havia anunciado a intenção de adquiri-la em novembro de 2008. A Icap é subsidiária do inglês Icap Group, maior corretora do mundo, com movimentação média diária superior a US$ 2,3 trilhões.


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