Cadeia inconsciente

Pesquisa do CDP mostra que apenas 38% dos fornecedores traçam objetivos de redução de emissões

Gestão de Recursos/Edição 115 / 1 de março de 2013
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Hoje, a maioria das companhias abertas ao redor do mundo se movimenta para mitigar os riscos relacionados às mudanças climáticas em seus negócios. Para atingir esse objetivo, elas traçam estratégias para disseminar as práticas sustentáveis também na sua cadeia produtiva, incluindo os fornecedores. É o que diz o relatório CDP Supply Chain 2013, da ONG Carbon Disclosure Project (CDP).

A pesquisa ouviu 2.415 empresas, dentre companhias abertas e fechadas. Desse universo, 70% acreditam que as mudanças climáticas têm potencial para afetar significativamente seu faturamento. O risco é intensificado pelo abismo existente entre as práticas sustentáveis das grandes corporações e seus fornecedores que, muitas vezes, não têm a mentalidade corporativa necessária para tratar o tema sustentabilidade dentro de seu negócio. “É aí que entra o papel da companhia contratante no topo da cadeia produtiva”, observa Fernando Figueiredo, diretor do CDP Brasil. Os dados apontam que apenas 38% dos prestadores de serviços traçam metas de redução de emissões, contra 92% das companhias.

A Marfrig — uma das brasileiras participantes do Supply Chain, junto com Bradesco, Braskem, Suzano, Vale, Fibria e AES Eletropaulo — está empenhada em traçar estratégias ambientais para sua cadeia de fornecedores. Para isso, a distribuidora e processadora de carne bovina mapeou os principais vetores de emissão de gases dentro de sua cadeia de suprimentos e convidou um grupo de fornecedores a responder à pesquisa do CDP. “A intenção é pensarmos como desenvolver, em conjunto, processos e produtos com uma pegada menor de carbono”, explica o diretor de sustentabilidade do Grupo Marfrig, Cléver Pirola Ávila.

Na Braskem, os fornecedores têm uma política de conduta a ser seguida. Precisam cumprir, por exemplo, requisitos de preservação de mananciais e redução de queimadas. “É uma maneira de ajudá-los a melhorarem suas práticas ambientais”, diz Jorge Soto, diretor de desenvolvimento sustentável da Braskem.


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