Capitalização da Oi supera expectativas

Captação de recursos/Adiante/Edição 130 / 1 de junho de 2014
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A Oi superou suas próprias expectativas com a oferta de ações que lhe permitirá seguir adiante no projeto de fusão com a Portugal Telecom (PT). No total, foram captados R$ 13,96 bilhões — R$ 8,25 bilhões em dinheiro, já incluindo o exercício parcial do lote suplementar, e mais R$ 5,71 bilhões em ativos aportados pela tele portuguesa. Em outubro passado, quando o negócio foi anunciado, a meta era levantar R$ 13,1 bilhões na capitalização. A forte adesão dos investidores chama atenção, principalmente se considerado que a operação foi marcada pela insatisfação dos investidores minoritários brasileiros.

Embora tenha contado com o aval do colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o desenho da transação, segundos os investidores, permite aos controladores da Oi receber um prêmio por suas ações a que os demais acionistas não terão direito. Apesar das insatisfações, o preço de emissão das novas ações, abaixo das cotações em bolsa, acabou por atrair subscritores.

As ações preferenciais foram emitidas por R$ 2, no piso da faixa indicativa, que ia até R$ 2,30. As ordinárias saíram por R$ 2,17. No dia anterior ao início da oferta, a ação preferencial da Oi era negociada a R$ 2,51 e a ordinária, a R$ 2,53. Ao analisar a oferta em uma coletiva de imprensa, Mauro Cunha, presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), ponderou o êxito. “É uma questão de preço. Não consigo identificar como sucesso uma operação que levou a ação a R$ 2”. O baixo preço ajudou a atrair investidores, mas reduziu à metade o valor de mercado. Em 2 de outubro, quando a fusão foi anunciada, as preferenciais estavam cotadas a R$ 4,4 e as ordinárias, a R$ 4,63.

De acordo com o anúncio de encerramento da oferta, os investidores estrangeiros foram compradores representativos: ficaram com 41,46% das ações emitidas. O Ontario Teacher´s Pension Plan, fundo de pensão canadense, tornou-se investidor relevante da companhia, com participação de 5,83% das ações preferenciais e 3,02% das ordinárias. Questionado sobre os motivos que o levaram à adesão, o fundo respondeu que não comenta suas decisões de investimento. Outros 41,46% da oferta foram arrematados por agentes ligados à emissora. Bancos como o Bofa Merrill Lynch, Citi, Goldman Sachs e Morgan Stanley adquiriram ações com o objetivo de lastrear operações de hedge no exterior. Os fundos de investimento locais abocanharam 10,45% dos novos papéis.

O BTG, além de ter coordenado a oferta, se comprometeu a investir R$ 2 bilhões na companhia. Agora, detém 6,06% das ordinárias e 6,63% das preferenciais. Segundo fontes do mercado, os fundos de pensão, que integram o bloco de controle da empresa, também compraram ações para evitar a diluição.

O próximo passo da fusão é a convocação das assembleias que deliberarão a efetiva junção das duas companhias, para formar a CorpCo. A nova empresa será listada no Novo Mercado da BM&FBovespa e nas bolsas de Lisboa e Nova York. Segundo a estimativa da Oi, os encontros serão realizados entre setembro e outubro.

Ilustração: Eric Peleias


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