A ferro e fogo (CSN)

Siderúrgica desfruta de boa demanda, mas precisa resolver questões societárias

Captação de recursos/Alta & Baixa/Edição 124 / 1 de dezembro de 2013
Por 


Ela foi o maior símbolo da industrialização do País no período Vargas; depois, com a privatização, marcou o fim da era da economia fechada. Agora, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) voltou ao radar do mercado, com a alta de 26,8% nos 12 meses encerrados em 13 de novembro. E os números da companhia devem se manter positivos no curto e no médio prazos, na visão de Juliana Chu e Ricardo Schweitzer, analistas da Votorantim Corretora. Os motivos são comuns a diversas exportadoras: dólar favorável e mercado interno protegido da concorrência, especialmente a chinesa, pelo aumento do imposto de importação para sete tipos de aço.

As vendas no Brasil estão mais aquecidas do que se esperava. O comércio de aços planos e laminados deve crescer 7% no ano, dois pontos percentuais acima das previsões do setor, segundo o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço. Isso permitiu às usinas elevar o preço em cerca de 12% ao longo do ano. Já o minério de ferro foi um dos principais responsáveis pela receita líquida recorde no terceiro trimestre, de R$ 4,7 bilhões. Para os analistas Alexander Hacking e Thiago Ojea, do Citibank, “[o] melhor trunfo de crescimento da CSN é a Casa de Pedra”, que faz da companhia a segunda maior mineradora de ferro do Brasil. Eles lembram, contudo, que a empresa enfrentou problemas operacionais e enxergam um investimento insuficiente para atingir a meta de crescimento deste ano e do próximo.

Ainda assim, as perspectivas são boas. A demanda chinesa segue firme: em setembro, o país asiático importou 74,6 milhões de toneladas de minério de ferro, 15% a mais do que um ano antes. A CSN tem capacidade para produzir, por ano, 6,3 milhões de toneladas de aço bruto e 15 milhões de toneladas de ferro.

A maioria dos analistas, no entanto, vê a companhia com cautela, devido a uma série de confusões societárias. A maior delas atende pelo nome de Namisa. Em 2008, a CSN vendeu 40% da empresa para um consórcio asiático, por US$ 3,1 bilhões. Na época, o plano de investimentos tinha como meta vender 38 milhões de toneladas anuais a partir de 2013. Hoje, a produção da mina está em 6 milhões. Insatisfeitos, os sócios novos acusam a siderúrgica de não ter feito os investimentos combinados.

A crise ficou clara em 2011, quando a Nippon Steel, que fazia parte do consórcio, deixou a sociedade. Agora, a situação é ainda mais delicada. O acordo de venda previa a possibilidade de, em cinco anos, desfazer o negócio, com a devolução do dinheiro corrigido — o que teria forte impacto no caixa da CSN. A cláusula está em discussão entre os acionistas e pode terminar na Justiça. Os analistas da Votorantim não acreditam em desfecho rápido. Na divulgação dos resultados do terceiro trimestre, a companhia disse acreditar em novo acordo, a ser fechado no início de 2014.


Quer continuar lendo?

Faça um cadastro rápido e tenha acesso gratuito a três reportagens mensalmente.
Tenha o melhor conteúdo do mercado de capitais sem limites ou interrupção.
Assine a partir de R$ 4,90 (nos 3 primeiros meses).
Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} matérias gratuitas por mês

Você atingiu o seu limite de {{limit_online}} matérias por mês. X

Ja é assinante? Entre aqui >

ou

Aproveite e tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo sobre mercado de capitais!

Básica

R$ 4, 90*

Nos três primeiros meses

01 Acesso Digital
-
10% de Desconto em grupos de discussão e workshops
10% de Desconto em cursos
Acervo Digital
sem áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$36,00

Completa

R$ 9, 90

Nos três primeiros meses

01 Acesso Digital
01 Edição Impressa
10% de Desconto em grupos de discussão e workshops
10% de Desconto em cursos
Acervo Digital
sem áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$42,00

Corporativa

R$ 14, 90

Nos três primeiros meses

05 Acessos Digitais
01 Edição Impressa
15% de Desconto em grupos de discussão e workshops
15% de Desconto em cursos
Acervo Digital
sem áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$69,00

Clube de conhecimento

R$ 19, 90

Nos três primeiros meses

05 Acessos Digitais
01 Edição Impressa
20% de Desconto em grupos de discussão e workshops
20% de Desconto em cursos
Acervo Digital
com áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$89,00

**Áudios de todos os grupos de discussão e workshops.




Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie


Tags:  CSN CAPITAL ABERTO mercado de capitais Citibank Juliana Chu Ricardo Schweitzer Votorantim Corretora siderurgia Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço Alexander Hacking Casa de Pedra Namisa Nippon Steel Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Problemas na modelagem (Marisa)
Próxima matéria
Quatro desfechos



Comentários

Escreva o seu comentário sobre este texto!

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Recomendado para você





Leia também
Problemas na modelagem (Marisa)
A Marisa vive uma saia justa com o investidor: no ano, até 11 de novembro, sua ação caiu 57%. Motivos não faltam. O alto...