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Um conceito frequentemente invocado em discussões sobre práticas de governança corporativa é o de que “tamanho único nem sempre serve para todos”. E é verdade, não serve mesmo. Se a governança remete a comportamentos e, portanto, às relações entre seres humanos, faz todo o sentido pensar que fórmulas prontas carregam um grande risco de fracassar. Cabe às companhias analisar a realidade e adaptar as recomendações contidas nos inúmeros códigos de governança a suas possibilidades. Atentos a essa necessidade de adaptação, reguladores mundo afora adotam o sistema “pratique ou explique” (em inglês, comply or explain). É uma forma de disseminar os melhores padrões de governança minimizando os riscos de que as companhias os incorporem mecanicamente, como se estivessem ticando caixinhas. Nesse modelo, as empresas têm a possibilidade de não aderir a determinadas práticas desde que apresentem uma justificativa para essa decisão.

O Brasil ainda não adota esse sistema e, provavelmente, ainda está bem longe de fazê-lo. Mas as diferenças nas escolhas das companhias são visíveis. Em seus caminhos rumo à boa governança, empresas destacam-se espontaneamente em determinados aspectos, diferenciando suas práticas. Na maior parte dos casos, essas atitudes são tomadas voluntariamente, já que não existe um código de governança obrigatório no País. São iniciativas que surgem a partir de uma vocação natural e resultam em proveitosas referências para todas as companhias abertas.

Com o objetivo de realçar escolhas bem-sucedidas, publicamos, pela segunda vez, esta coletânea de casos de governança corporativa. Aqui não temos nenhuma pretensão de elencar as melhores companhias em governança. Apenas reunimos histórias de empresas que adotaram padrões de excelência em certas áreas, sobressaindo às demais. Ressaltamos, por exemplo, um caso de conselho de administração com elevada porção de independentes; um de companhia que divulga informações detalhadas sobre sua remuneração; um de avaliação de conselho; outro de comitê de auditoria; e assim por diante.

Cada uma dessas companhias encontrou suas próprias razões para fazer mais do que exige a regulamentação e a Lei das S.As. Nas próximas páginas, elas não só dão suas explicações para as práticas adotadas como comentam os benefícios auferidos. Confira.




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