Buffett tranqüiliza sobre sua saúde e esconde sucessor

Captação de recursos/Internacional/Temas/Edição 106 / 1 de junho de 2012
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Quanto mais a idade avança, Warren Buffett, agarrado ao papel de CEO e chairman da Berkshire Hathaway aos 81 anos, é obrigado pelos acionistas da lendária empresa norte-americana de participações a abrir o jogo sobre seu sucessor. Na assembleia ordinária que costuma atrair dezenas de milhares de investidores a Omaha (Nebraska, Estados Unidos), em 5 de maio deste ano, a expectativa era ainda maior: semanas antes, o bilionário havia anunciado ter sido diagnosticado com câncer de próstata e, em sua famosa carta anual sobre os resultados da companhia, havia dito que já tinha um sucessor (e dois nomes de estepe). Buffett, porém, se manteve fiel à postura de guardar esse tipo de informação sob sigilo total.

Ele não citou nenhum nome. Se houve alguma pista, é de que seria alguém que entenda do negócio de seguros e resseguros, um dos pilares do sucesso da companhia, e de gestão de riscos, fator considerado crucial por Buffett para um CEO. Quanto à notícia do câncer, assegurou que a doença foi detectada em estágio inicial e, por isso, tem condições plenas de superá-la. A declaração convenceu quem teve a chance de observar seu vigor apresentado nos eventos relacionados à assembleia, que duram um fim de semana inteiro.

A ideia de tornar obrigatória a divulgação formal dos critérios que norteiam o plano de sucessão da companhia foi levada a votação por um fundo da AFL-CIO, associação de sindicatos dos Estados Unidos. Mas a proposta foi rejeitada na assembleia. Buffett explicou que já atualiza os acionistas o suficiente quanto ao andamento do projeto de sua substituição e que eles ficarão “felizes” com o resultado final — embora espere que isso “não seja logo”, ressaltou. “Não acho que meu sucessor seja capaz de fazer todos os negócios que fiz, mas a maioria deles”, apontou.

Segundo ele, transações que envolveram seu toque pessoal, como a aquisição de participações no Goldman Sachs e no Bank of America, no auge da crise financeira, são “amendoins” diante de compras de fatias de companhias abertas como IBM e Coca-Cola — dois exemplos clássicos de uma cultura assimilada por seus principais executivos e que tende a garantir um fluxo de caixa constante para a empresa durante muito tempo.


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