PF prende Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras

Confira os destaques da semana de 24/7 a 28/7

Semana / 29 de julho de 2017
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Polícia Federal prende Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras. O executivo foi detido no dia 27 de julho, um dia antes de embarcar para Portugal, sob a suspeita de ter recebido 3 milhões de reais em propinas pagas pela Odebrecht, tornando-se o primeiro ex-presidente da petroleira a ser preso no âmbito da Lava Jato. Bendine chegou à Petrobras em 2015, após a saída de Maria das Graças Foster, quando a estatal já era investigada por integrar um esquema de corrupção. Sua indicação foi aprovada pela maioria dos conselheiros da companhia, mas rejeitada pelos três membros não indicados pelo governo federal: Silvio Sinedino Pinheiro, eleito pelos funcionários, José Guimarães Monforte e Mauro Cunha, ambos indicados pelos acionistas minoritários. Na ocasião, além de dar o voto contrário, o trio registrou indignação em relação ao processo de escolha, norteado pelo interesse político do controlador.

 

24/7

– Ministério Público apresenta denúncia à Justiça Federal de Brasília contra 11 pessoas envolvidas em infrações cometidas junto ao Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) no período de 2006 a 2015 e que garantiram decisões favoráveis ao Bank Boston, adquirido pelo Itaú-Unibanco.

–  John Rodgerson assume a presidência da Azul no lugar de David Neeleman, que permanece agora apenas como chairman da companhia.

 25/7

– Camil Alimentos registra pedido de oferta de ações na CVM. De acordo com o prospecto preliminar, a companhia ingressará no Novo Mercado. Entre os acionistas vendedores está o fundo de private equity Warburg Pincus.

– Braskem convoca assembleia para o dia 25 de agosto para deliberar sobre a substituição de membros do conselho fiscal e aprovar a aquisição da Cetrel, empresa baiana do setor de tratamento e distribuição de água.

– JBS anuncia acordo com bancos para adiar o pagamento de 21,7 bilhões de reais em dívidas (equivalentes a 93% do endividamento total da companhia) por 12 meses. Segundo o acordo, a companhia pagará, durante esse período, apenas os juros incorridos nos termos dos contratos e fará o pagamento de quatro parcelas equivalentes a 2,5% do montante principal do endividamento.

26/7

– Eneva confirma informação divulgada pelo jornal Valor Econômico e afirma avaliar nova rodada de captação de recursos na bolsa, que pode movimentar até 1,5 bilhão de reais. De acordo com a companhia, a realização da oferta ainda depende de aprovação dos sócios e de análise de viabilidade das condições dos mercados nacional e internacional.

– JBS convoca assembleia para apresentar aos acionistas as medidas de governança e compliance adotadas após a divulgação do acordo de delação premiada entre seus controladores — os irmãos Wesley e Joesley Batista — e o Ministério Público. O encontro acontecerá em 1º de setembro.

– Superintendência-geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprova a compra da rede britânica de cosméticos The Body Shop pela Natura. O prazo para apresentação de recursos contra a decisão do órgão vai até o dia 9 de agosto.

– Conselho de administração da Petrobras aprova emissão de debêntures no valor de 5 bilhões de reais, a ser feita com esforços restritos de venda.

27/7

– IPO da Omega Geração é precificado a 15,60 reais por ação, abaixo da faixa esperada, que variava entre 17 e 20 reais. A oferta totalizou 734 milhões de reais. A estreia no pregão será no dia 31 de julho.

28/7

– Encerramento do processo de bookbuilding do IRB Brasil Resseguros indica que cada ação ordinária sairá por 27,24 reais. A estreia no pregão, prevista para 31 de julho, dará saída parcial aos seus principais acionistas. Entre eles está a BB Seguridade, que embolsará 154 milhões de reais com a operação e permanecerá dona de 15,93% do capital da companhia.

– OPA da Unipar Carbocloro é suspensa. O pedido foi feito pela Vila Velha Participações, controladora da companhia, e aprovado pela CVM. Na véspera do leilão, a Unipar vendeu sua participação de 17,8% da Tecsis Tecnologia. Se a transação for considerada relevante (representativa de pelo menos 5% do lucro de 2016), as condições da OPA deverão ser reformuladas.

– Em assembleia, acionistas da Triunfo Participações decidem devolver a concessão do aeroporto de Viracopos ao governo. A companhia é uma das integrantes privadas do consórcio e acionou a cláusula que permite a devolução amigável por causa dos problemas financeiros e de infraestrutura no terminal.


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