Os números mais uma vez mostram que propósito corporativo pode sim ser convertido em resultados financeiros concretos. Pesquisa conduzida por pesquisadores do Chief Executives for Corporate Purpose (CECP) e do Fortuna Advisors mostrou que empresas com maiores pontuações em métricas relacionadas a propósito corporativo têm performance melhor em diversas frentes, incluindo desempenho financeiro, avaliação de mercado e criação de valor para o acionista.
O estudo verificou que o desempenho das empresas com propósito foi quatro vezes melhor que o de outras companhias. Isso significa que, se a tendência continuar, negócios com um propósito claro e forte vão dobrar o seu valor de mercado quatro vezes mais rápido. Além disso, destacaram os pesquisadores, companhias que estão na lista das mais admiradas do mundo da Fortune e no ranking The Just 100 da Forbes apresentam um retorno médio total para o acionista 41,5% maior do que a mediana das listadas no S&P 500.
Para mensurar o impacto do propósito corporativo, os pesquisadores utilizaram uma ferramenta da Bera Brand Management, maior plataforma de avaliação de valor de marca do mundo. O resultado enfatiza os benefícios da transição do paradigma “lucro para o acionista acima de tudo” (padrão das últimas décadas) para a ideia de empresas que priorizam todos os seus stakeholders — algo que CEOs de algumas das maiores companhias do mundo já consideram fundamental para o futuro dos negócios.
Influência da covid-19
Um dos insights da pesquisa está relacionado à pandemia de covid-19: tanto o valor de mercado quanto a geração de valor de empresas com propósito aumentaram à medida que a crise se agravou. Os pesquisadores examinaram o desempenho de empresas classificadas com alto ou baixo propósito antes e durante a pandemia, entre fevereiro e abril de 2020. Foi observado que, durante os primeiros meses da crise, companhias com melhores pontuações em métricas de propósito entraram para o grupo daquelas com maiores retornos aos acionistas — o que reforça uma possível correlação entre o propósito corporativo e a resiliência financeira.
“Se de repente, no meio da crise, você decidiu que queria operar com um bom propósito, não havia tempo suficiente: havia muitos incêndios para apagar”, diz Gregory Milano, sócio-gerente, fundador e CEO da Fortuna Advisors e coautor do relatório. “Não se trata apenas de mudar algo: é fazer as pessoas acreditarem que é autêntico”, completa.
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