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Seletas / Editorial / Edição 12 / 18 de dezembro de 2015
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O presidente do Credit Suisse no Brasil, José Olympio Pereira, disse a jornalistas nesta semana nunca ter visto uma “unanimidade pessimista” como a atual. Mas isso não significa que 2016 será um ano ruim para os bancos de investimento. Investidores estrangeiros com interesse no longo prazo e caixas forrados de dólar arregalam os olhos para as pepitas de ouro que reluzem no meio do caos, polidas pelo real desvalorizado. No Itaú BBA, concorrente do Credit Suisse, a fila de prestação de serviços relacionados a fusões e aquisições para o próximo ano já é recorde.

Aí incluem-se as transações de fechamento de capital, que prometem ser ainda mais numerosas em 2016 do que foram ao longo de 2015. As cotações deprimidas são um convite à recompra dos papéis por companhias tradicionais na bolsa, como Souza Cruz, e por empresários que supostamente planejavam sair do pregão há vários anos. As listas de cancelamentos de registro de companhia aberta de 2015 e 2016, apresentada nesta edição, inclui nomes como Indústria Verolme, Vigor Alimentos, Cia. Cacique Café Solúvel e Brinquedos Estrela. Pelo visto eles esperavam com paciência a hora certa de cair fora. Encontraram.

Na onda de aquisições insere-se o apetite do BTG Pactual pelas próprias ações. Em recompras sucessivas, feitas nas bordas da regulamentação e em contraposição aos seus objetivos, o banco recolhe aos poucos suas ações em circulação. Pode ser só uma maneira de arrefecer a desvalorização dos papéis, mas também uma tática de adiantar um possível fechamento de capital a bom preço — ou as duas coisas. A conferir.

Também nesta Seletas o excelente texto de Alexandre Póvoa sobre a precificação de riscos ambientais, à luz do rompimento de barragem da mineradora Samarco. E um resumo dos avanços e obstáculos que marcaram o ambiente de regulação no mercado de capitais em 2015, escrito por Carolina Lacerda.


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