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A governança corporativa ganha mais importância e destaque a cada dia. Estudos comprovam que as boas práticas de governança resultam em criação de valor para as empresas. Elas aprimoram o desempenho e a interação das companhias com seus diversos públicos e assim ampliam seu acesso a recursos externos, ao mesmo tempo em que reduzem o custo de captação.

O Brasil despertou para essa realidade. No entanto, apesar do mérito de terem amadurecido e acompanhado o ritmo e o rumo da gestão global, as empresas brasileiras e aquelas sediadas no País ainda estão descobrindo e testando as regras que levam ao padrão internacional das melhores práticas.Em aproximadamente uma década, as corporações nacionais deixaram para trás demonstrações financeiras herméticas, informações sem contexto e explicações genéricas.

Um grande avanço, inclusive considerando a consolidação do Novo Mercado e a criação do índice de governança da BM&FBovespa e as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e até mesmo o requerimento de apresentar e manter atualizado o Formulário de Referência.

Mesmo reconhecendo a evolução na qualidade de gestão das companhias, stakeholders como CEOs, analistas, investidores, advogados e conselheiros apontam a necessidade de melhorias em algum dos aspectos de governança. Ela ainda requer mais sinergia entre os vários atores (órgãos reguladores, analistas, conselheiros e outros) no estabelecimento dos padrões em suas respectivas áreas.

As mudanças estão acontecendo. Dentre elas, a atitude dos Conselhos de Administração, Conselho Fiscal e Comitês de Auditoria, que estão abandonando a postura eminentemente fiscalizadora para assumir um papel mais proativo com os gestores. Um salto qualitativo que, aos poucos, está se multiplicando. De um estágio de foco regulatório estamos indo para a criação de estruturas que de fato agreguem valor.

A adoção de melhores práticas por empresas brasileiras é preponderante na atração de capitais para o País. Ninguém discorda que a qualidade de gestão das corporações nacionais ganhou muito com a adoção de ações mais transparentes e responsáveis, abertura para maior participação aos acionistas minoritários e mais legibilidade dos números que reportam.

Há também forte percepção de que, apesar de as melhorias na gestão terem sido acompanhadas por maior disclosure, os CEOs, membros de conselhos de administração e executivos da área de relações com investidores (RI), em geral, não estão suficientemente preparados para antecipar fatores de riscos e vulnerabilidades das empresas. Esse hiato não ocorre somente no Brasil, embora aconteça em menor escala em mercados mais desenvolvidos. O grande desafio das corporações é identificar e prevenir riscos que afetam o dia a dia das empresas, e fazer com que eles não sejam recorrentes. As recentes crises evidenciaram que os sistemas tradicionais de detecção de riscos não funcionaram nesses casos.



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Tags:  bmfbovespa CVM PwC

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