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O risco atuarial nas instituições financeiras
Bancos e seguradoras preparam-se para os impactos de Basiléia II e Solvência II

 

Um tipo de risco vem exigindo esforços crescentes das instituições financeiras na busca por um sistema de gestão mais eficiente: o risco atuarial. Seja como acionista (na forma de seguradora ou entidade de previdência), empregador (ao contabilizar benefícios pós-emprego oferecidos aos empregados) ou gestor financeiro (ao definir a política de investimentos de ativos), bancos e seguradoras têm nessa questão um fator crítico, uma vez que a ausência de um monitoramento dos riscos atuariais pode comprometer a saúde financeira da instituição.

É nesse cenário que bancos e seguradoras brasileiros começam a se preparar para os impactos do Acordo de Basiléia II e de Solvência II, que privilegiam a mensuração de riscos. São mudanças importantes para essas empresas e que demandam uma análise não apenas sob a perspectiva da gestão atuarial, mas da organização como um todo.

Basiléia II estabelece, em linhas gerais, novas regras para as áreas de gerenciamento de risco e supervisão bancária, de modo a conferir maior segurança e estabilidade ao sistema financeiro internacional. Já Solvência II, pacote de medidas para aprimorar o sistema de solvência de empresas de seguro da União Européia, tem como meta desenvolver um sistema para determinar o montante de capital que cada segurador deveria possuir para garantir que os segurados estejam adequadamente protegidos. As mudanças em relação ao que existe atualmente são drásticas, mas ao prestar essa garantia Solvência II incentiva a melhoria da gestão de riscos das empresas de seguro, exigindo que elas divulguem informações adicionais para aperfeiçoar sua transparência.

Novas exigências do setor buscam oferecer maior segurança a entidades financeiras

No Brasil, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) também tem intenção de lançar medidas sobre o assunto e, mesmo que não tão sofisticado quanto Solvência II, o pacote irá requerer investimentos significativos em ferramentas e recursos para assegurar o cumprimento das novas exigências. Há portanto muito trabalho a ser feito.

As áreas de risco das instituições financeiras terão de buscar maior capacitação para monitorar o risco atuarial em conjunto com os demais riscos. Um diagnóstico realista indica que o assunto ainda tem sido visto como tabu pelos controladores de riscos dessas empresas.

Ainda persiste uma visão superficial sobre o tema, o que contribui para a ausência de seu monitoramento ou para a sua não-priorização. Como resultado, concluímos que o risco atuarial tem sido freqüentemente subestimado. O tema não deve permanecer estigmatizado ou relegado a um nível secundário, pois requer preocupação, iniciativa e ação por parte dos gestores.

Seja sob a perspectiva do Acordo de Basiléia II ou de Solvência II, surge a oportunidade de derrocar esse tabu. Acreditamos que, em razão da abordagem enfaticamente orientada à mensuração de riscos inerente ao Acordo de Basiléia II, Solvência II e às normas que a Susep pretende implantar, as organizações que priorizarem o risco atuarial em suas agendas terão dado um passo importante para tornarem-se mais seguras.


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