Visão estratégica aliada ao controle da gestão

Empresários e executivos que buscam o IPO precisam se prepararpara os desafios da adoção de boas práticas de governança corporativa

Governança Corporativa/Ernst & Young Terco/Informe/Governança Corporativa - Coletânea de Casos 2012/Temas / 1 de julho de 2012
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Qual é o impacto, no valor de uma empresa de capital aberto, da adoção das melhores práticas de governança? De acordo com uma pesquisa realizada pela BM&FBovespa,as práticas de governança aumentam entre 3% e 5% o valor de mercado de uma companhia. Isso porque as escolhas pela comunicação transparente, imparcialidade nas tomadasde decisões colegiadas e responsabilidade corporativa conferem segurança aos negóciose liquidez às ações, atraindo os investidores.

“Governança corporativa é a visão estratégica aliada ao controle da gestão. Os executivos têm de pensar no amanhã sem tirar a atenção do que está acontecendo hoje na sua empresa e nos mercados em que atuam. Atualmente, qualquer companhia pode ter acesso a informações sobre as melhores práticas de governança, já que estão disponíveis em diversos veículos e por meio de fóruns de discussão organizados por entidades como o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e a BM&FBovespa”, analisa Roberto S.
de Lacerda, sócio da área de consultoria da Ernst & Young Terco.

“Governança corporativa não deve ser vista como uma obrigação ou um custo, mas sim como uma ferramenta efetiva de gestão empresarial que agrega valor ao negócio”

O tema vem sendo discutido há vários anos, porém, só ganhou peso após o surgimentode alguns casos em que empresas, por não atender aos princípios básicos de uma boa governança, trouxeram prejuízos significativos aos seus acionistas. No Brasil, ganhou força com a criação do Novo Mercado da Bovespa, em que somente companhias que atendemàs melhores práticas de governança corporativa podem participar. Adotar boas práticasde gestão significa criar mecanismos eficazes que certifiquem que as decisões dos agentes da governança das empresas estejam sempre em linha com o interesse dos acionistas. E essa tarefa nem sempre é simples.

Entre 2007 e 2009, algumas empresas abriram seu capital, mas não estruturaram uma governança de fato, e os conselhos de administração, desorganizados, anuíram às decisões tomadas pelos sócios controladores. Como consequência, algumas dessas companhiasnão existem mais. Na verdade, os desafios para manter uma boa governança não terminam no dia da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Com o IPO, há mudança de muitos paradigmas e um dos principais desafios é compartilhar o processo decisório, com base no que tiver sido definido no estatuto e no acordo de acionistas.

Segundo Lacerda, a entrada de um fundo de private equity, venture capital ou outra forma de financiamento pode ser uma das opções para as corporações que visam a fazer uma oferta pública inicial de ações no futuro. “Os fundos de private equity proporcionam a aceleração do processo de aprendizado de como estruturar a governança da empresa. Em uma pesquisa realizada pela Ernst & Young Terco, em 2011, que envolveu empresas que já passaram pelo processo de preparação para o IPO, um dos pontos que mais chamaram a atenção foi o prazo de preparação. Vários líderes empresariais lamentaram ter começado tardiamente o processo para a aberturade capital, considerando algumas mudanças profundas que são requeridas ou são críticas para o sucesso do IPO”, conclui Lacerda.


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