Situações de sinistro em D&O triplicam e seguro encarece

Gestão de Recursos / Temas / Edição 68 / 1 de abril de 2009
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O seguro de responsabilidade civil de administradores, conhecido como D&O, virou um termômetro das reações do mercado diante da crise financeira. No ano passado, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) registrou R$ 8,92 milhões em sinistros na modalidade. O montante é quase três vezes maior do que os R$ 2,99 milhões de 2007, o que demonstra um aumento significativo das reclamações de terceiros contra os executivos. A expectativa é de que, em 2009, a sinistralidade dispare.

“A maior parte dos casos está relacionada ao descumprimento de regras da CVM, especialmente a Instrução 358, sobre a divulgação de informações relevantes”, comenta Leandro Martinez, da Chubb Seguros, empresa responsável por R$ 6,8 milhões dos sinistros pagos em 2008. O cenário de resultados pouco atraentes das companhias também faz com que o mercado, e especialmente os acionistas, olhem com mais atenção para os atos dos administradores.

Outro reflexo da crise econômica nos contratos de seguros para executivos é o aumento do custo do produto. Segundo Martinez, instituições financeiras pagam hoje cerca de 40% a mais do que despendiam com o D&O até setembro do ano passado. Nas outras companhias de capital aberto, a elevação foi de até 30%. As apólices mais caras, no entanto, não reduziram a demanda. Ao contrário. A Aon Corretora, com uma carteira de 270 clientes de D&O, tem feito, neste ano, em média, 40 cotações mensais para novos interessados, o dobro de 2008. “Estamos em um momento de demanda forte e crescimento no número de apólices e do volume de prêmios”, afirma Guilherme Mendes, diretor de produtos financeiros da Aon.

Há outros fatores que estimulam a procura pelo D&O. Na avaliação de Paulo Baptista, da Marsh Corretora, a dança das cadeiras dos executivos faz com que a cultura da contratação do seguro se dissemine. “Observamos que muitos profissionais colocam o seguro como exigência para aceitar uma proposta, além de os que já o possuem estarem mais atentos aos detalhes da cobertura”, diz. E, num momento de instabilidade como este, precaução é a palavra-chave. “Até o momento, ainda se desconhece a abrangência da crise e seus impactos sobre a economia brasileira, o que contribui para o aumento da procura”, afirma Adriano Corletto, da Ace Seguradora.


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