Pensando grande

Aporte de R$ 20 milhões na Brasvending criou nova líder no setor de máquinas de conveniência

Especial/Gestão de Recursos/Reportagens/Private Equity e Venture Capital 2010/Temas / 1 de novembro de 2010
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Instaladas em hospitais, estações de metrô, parques e empresas, as máquinas que vendem cafés, refrigerantes e salgadinhos movimentam nada menos que R$ 500 milhões por ano no Brasil. É nesse segmento que o empresário Ricardo Rinkevicius apostou todas as suas fichas. Em setembro de 1996, fundou a Brasvending com o sonho de torná-la a líder na venda de serviços de conveniência através de máquinas automáticas, chamadas, em inglês, de vending machines.

Sozinho, Rinkevicius quase chegou lá. Com um faturamento que atingia R$ 50 milhões em 2008, transformou a Brasvending na terceira maior empresa de vending do Brasil. Adquiriu, com recursos próprios, quatro concorrentes: a Vending Machines Brasil, a Barista, a Canteen e a BVM. Mas para conquistar a liderança faltava arrematar a líder do mercado, a DAB Cofffe, com receita de R$ 60 milhões por ano. Por quase 24 meses Rinkevicius tentou comprar a companhia. E desistiu. Não conseguiu chegar a um acordo sobre o preço com os acionistas da DAB.

Foi aí que decidiu recorrer à ajuda de sócios. Convicto de que estava preparado para receber investidores após tantas aquisições e esforços para melhorar a gestão da empresa, bateu à porta da DGF Investimentos, fundada em 2001 por Sidney Chameh, atual presidente da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (ABVCap). Foram 14 meses de negociação com a gestora até a Brasvending ser incorporada ao portfólio do Fipac, criado em junho de 2007. O fundo, que tem como alvo financiar empresas com faturamento entre R$ 30 milhões e R$ 70 milhões, fez um aporte de R$ 20 milhões na Brasvending, utilizado para a aquisição da DAB Coffee. A união criou a Companhia de Vending Machines das Américas (CVMA), hoje a maior do setor de vending no Brasil. A empresa espera faturar, em 2010, mais de R$ 120 milhões.

Frederico Greve, sócio da DGF, conta que a fragmentação do setor de vending no Brasil, com cerca de 80 operadoras, aguçou o apetite da gestora pelo negócio. “Esse é um segmento em que as receitas são recorrentes, com boa margem de lucro”, explica. No mundo todo, o setor de vending machines movimenta algo próximo de US$ 250 bilhões por ano. Japão, Estados Unidos e Alemanha são os países que mais usam o serviço. Enquanto na terra do Tio Sam há uma máquina para cada 90 norte-americanos, aqui temos uma para cada 4,1 mil brasileiros.

O maior desafio da união entre a Brasvending e a DAB, conta Greve, foi integrar as equipes. “Aprendemos que numa negociação desse tipo é importante ter o processo de comunicação muito bem estruturado”, diz o gestor e membro do conselho de administração da CVMA. “Focamos a nossa energia em preservar o melhor das duas empresas e isso não é tão simples na prática”, acrescenta Rinkevicius, que atualmente exerce o cargo de presidente da empresa.

A aposta agora é no crescimento orgânico da CVMA, estimulado pelo acelerado ritmo de expansão da economia brasileira. “Indicadores macroeconômicos sólidos, emprego em alta e aumento do poder aquisitivo da população. Imagine quanto tudo isso pode estimular o consumo de cafés, salgadinhos e lanches em máquinas”, conta, empolgado, Rinkevicius. Aquisições também não são descartadas, uma vez que o mercado de vending ainda concentra várias operadoras menores.

Para Greve, a saída mais provável da DGF da empresa é por meio da venda de sua participação para um sócio estratégico. Rinkevicius, contudo, alimenta o desejo de fazer uma emissão de ações na Bolsa no prazo de quatro anos. Nesse período, a gestora espera quintuplicar a empresa e oferecer um retorno líquido de 20% a 25% ao ano aos investidores. Além da Brasvending, o fundo Fipac investe em mais cinco empresas: duas focadas no setor de software empresarial; uma de serviços fotográficos por demanda via internet; uma de eficiência energética; e uma na área de saúde, especializada em implantes dentários.

Com R$ 101 milhões de capital comprometido, o fundo ainda tem uma boa folga de recursos para investir. Segundo Greve, o dinheiro será direcionado às empresas que já fazem parte do portfólio. E a CVMA é uma forte candidata a receber mais investimento, especialmente pelo seu desejo de continuar inovando. Atualmente, Rinkevicius desenvolve uma tecnologia que irá facilitar o uso das máquinas pelos consumidores, substituindo a necessidade de utilização de dinheiro.

Também faz parte dos planos da empresa expandir sua atuação em localidades em que o vending tem grande potencial de crescimento. É o caso da Região Nordeste, carente nesse tipo de serviço, e do litoral santista. “Santos ainda deve se desenvolver muito com a exploração do pré-sal”, avalia o presidente da CVMA.


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