Ofertas registradas de notas promissórias somem do mapa

Bimestral/Relações com Investidores/Temas/Edição 84 / 1 de agosto de 2010
Por 


O volume de emissões de notas promissórias neste primeiro semestre é baixo — R$ 7,5 bilhões, em 20 operações —, mas isso não é o que mais chama a atenção. Incomum é o fato de nenhuma delas ter sido registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou submetida a uma solicitação de dispensa. Em 2009, as ofertas de notas promissórias registradas na CVM atingiram R$ 9,5 bilhões.

A mudança radical é explicada pela Instrução 476, que dispensa automaticamente de registro as ofertas públicas feitas com esforços restritos de venda. “A regra funciona porque o número de compradores é limitado”, observa João Carlos Zani, diretor do BBI, braço de investimentos do Bradesco. De fato, as notas promissórias e a Instrução 476 parecem ter sido feitas uma para outra. Para se beneficiar da regra, a companhia emissora deve oferecer o valor mobiliário para até 50 investidores qualificados, e no máximo 20 deles podem adquiri-lo. Além disso, cada aplicador deve aportar pelo menos R$ 1 milhão.

O motivo para o desaquecimento das ofertas de notas em geral, sejam elas registradas ou não, é o cenário econômico. Em tempos de calmaria, as empresas conseguem captar recursos com custo atraente emitindo ativos de prazos mais longos. É justamente o oposto do que aconteceu em 2008, durante a crise, quando as taxas de captação elevadas levaram as companhias a privilegiar instrumentos de vencimento rápido. Naquele ano, foram captados, via emissão de notas, R$ 25,9 bilhões — um volume totalmente fora do padrão. Agora, poucas empresas precisam de recursos de prazo tão curto. “Elas têm a alternativa de emitir debêntures também por meio da Instrução 476, com prazos mais longos”, afirma Zani.


Quer continuar lendo?

Faça um cadastro rápido e tenha acesso gratuito a três reportagens mensalmente.
Tenha o melhor conteúdo do mercado de capitais sem limites ou interrupção.
Assine a partir de R$ 4,90 (nos 3 primeiros meses).
Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} matérias gratuitas por mês

Você atingiu o seu limite de {{limit_online}} matérias por mês. X

Ja é assinante? Entre aqui >

ou

Aproveite e tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo sobre mercado de capitais!

Básica

R$ 4, 90*

Nos três primeiros meses

01 Acesso Digital
-
10% de Desconto em grupos de discussão e workshops
10% de Desconto em cursos
Acervo Digital
sem áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$36,00

Completa

R$ 9, 90

Nos três primeiros meses

01 Acesso Digital
01 Edição Impressa
10% de Desconto em grupos de discussão e workshops
10% de Desconto em cursos
Acervo Digital
sem áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$42,00

Corporativa

R$ 14, 90

Nos três primeiros meses

05 Acessos Digitais
01 Edição Impressa
15% de Desconto em grupos de discussão e workshops
15% de Desconto em cursos
Acervo Digital
sem áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$69,00

Clube de conhecimento

R$ 19, 90

Nos três primeiros meses

05 Acessos Digitais
01 Edição Impressa
20% de Desconto em grupos de discussão e workshops
20% de Desconto em cursos
Acervo Digital
com áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$89,00

**Áudios de todos os grupos de discussão e workshops.




Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie

Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
CFA vê potencial de crescimento na América Latina
Próxima matéria
Concorrência é aberta para ETFs, mas BDRs continuam exclusivos



Comentários

Escreva o seu comentário sobre este texto!

O seu endereço de e-mail não será publicado.




Leia também
CFA vê potencial de crescimento na América Latina
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) editou, no último dia 6 de julho, a Instrução 483, que dispõe sobre a atividade...