Vigilância crescente

Apenas uma companhia registrou deficiências relevantes nos controles internos

Governança Corporativa/Reportagem/Anuário de Governança Corporativa 2013 / 1 de outubro de 2013
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As companhias abertas estão mais diligentes com seus controles internos. Entre as empresas integrantes do anuário, apenas a Eletrobras apresentou deficiências significativas nesse quesito este ano, segundo os relatórios dos auditores. Na publicação passada, 5% das avaliadas registraram a advertência. A redução é um sinal positivo da preocupação das companhias em manter um sistema eficaz de vigilância sobre seus processos operacionais e financeiros.

A falta de transparência nas transações com partes relacionadas, porém, continua sendo um problema. Apenas 23% das companhias do anuário adotam uma política clara, formal e detalhada sobre o tema. No ano anterior, esse percentual atingiu 18%. “O número não surpreende, pois a própria regulação não dá a devida importância ao assunto”, critica Renato Chaves, sócio da Mesa Corporate Governance. Segundo ele, esse cenário poderia mudar se a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tornasse a política de transações com partes relacionadas obrigatória. “Também falta incentivo na esfera da autorregulação, pois os regulamentos dos níveis de listagem especiais são omissos sobre o tema. Ou seja, temos um ambiente perfeito para as empresas que querem fugir da polêmica”, avalia o sócio da Mesa.

Os números do anuário também mostraram um crescimento da proporção dos honorários pagos pelos serviços de auditoria em relação aos demais trabalhos oferecidos por essas firmas: de 32,6% para 50,93%. O percentual foi influenciado pela HRT Petróleo, que atingiu incríveis 511%. Embora as companhias possam contratar a mesma empresa que verifica seus balanços para outros serviços, como o de consultoria, a prática é vista com cautela por seu potencial de gerar conflitos de interesses.

O gasto médio anual com auditoria independente caiu cerca de 10%, de R$ 3.374.939 para R$ 3.065.100. A Cesp ajudou a puxar o montante para baixo, com a menor despesa de auditoria (R$ 82.500) registrada. O valor é bastante inferior ao do Itaú Unibanco, que, pelo segundo ano consecutivo, é a instituição que mais desembolsou com o serviço (R$ 42.750.000).


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