Mais rigorosas

ISS e Glass Lewis atualizam políticas de voto para 2018

Gestão de Recursos / Internacional / 26 de novembro de 2017
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Ilustração: Rodrigo Auada

Ilustração: Rodrigo Auada

As duas maiores consultorias de voto para investidores, a ISS e a Glass Lewis, publicaram neste mês a atualização de suas políticas de voto para 2018. No caso da ISS, foram revistas as políticas voltadas a empresas da região Ásia-Pacífico, das Américas, da Europa, do Oriente Médio e da África. Uma das novidades, válida para companhias americanas, diz respeito à ampliação da lista de situações que levarão a ISS a recomendar aos sócios a exigência de mais transparência sobre questões climáticas. Além disso, a consultoria avisou que vai examinar mais minuciosamente a remuneração de empresas que oferecem salários distintos para homens e mulheres.

Os relatórios da ISS também chamarão a atenção dos investidores para companhias sem mulheres no board e incentivarão que demandem mais transparência de empresas cujos pacotes de remuneração da diretoria tenham recebido menos de 70% de votos favoráveis em assembleia. Empresas que tiverem poison pill ativa não aprovada pelos acionistas também estão no radar da ISS. De acordo com a consultoria, nesses casos, a recomendação será de voto contrário à reeleição de todos os conselheiros de administração.

Para as empresas brasileiras, a ISS modificou apenas o capítulo sobre remuneração de executivos. A consultoria afirmou que recomendará voto contrário a pacotes de remuneração que incluam pagamentos baseados em ações aos diretores sem período de retenção de pelo menos três anos.

A Glass Lewis, que publicou até o momento apenas as políticas para Estados Unidos e Canadá, também vai focar mais em diversidade nos conselhos e tentará garantir que assembleias virtuais ofereçam as mesmas oportunidades de participação para os investidores que os encontros presenciais.

 



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Tags:  ISS Glass Lewis consultoria de voto política de voto Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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