Aplicações em renda fixa predominam nas gestoras de patrimônio

A incerteza econômica, aliada à manutenção de uma taxa básica de juros de dois dígitos, incentivou as gestoras de patrimônio a aumentar os investimentos em renda fixa em 2015. A participação dessa classe de ativos no montante total sob gestão atingiu o maior patamar desde o início da série …

Gestão de Recursos/Seletas/Edição 24/Reportagem / 1 de abril de 2016
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Ilustração: Rodrigo Auada

Ilustração: Rodrigo Auada

A incerteza econômica, aliada à manutenção de uma taxa básica de juros de dois dígitos, incentivou as gestoras de patrimônio a aumentar os investimentos em renda fixa em 2015. A participação dessa classe de ativos no montante total sob gestão atingiu o maior patamar desde o início da série histórica da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em 2012: chegou a 47,3% em dezembro de 2015, ante 39,6% no último mês de 2014. Em contraposição, as aplicações em renda variável caíram de 23,2% para 17,3% nessa comparação. As informações fazem parte de relatório divulgado pela entidade no dia 29 de março.

Na visão de Richard Ziliotto, diretor da Anbima e presidente do comitê de gestão de patrimônio, a turbulência do cenário político e a deterioração da economia estimulam a cautela na hora de se investir. “Fica claro um movimento de preservação de capital. A tendência é a migração para ativos de menor risco por causa da volatilidade do mercado”, afirma Ziliotto.

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De acordo com a Anbima, destacaram-se no ano passado entre as escolhas das gestoras de patrimônio os fundos de investimento em renda fixa, cujo volume aplicado cresceu 51,4% em relação a 2014, os fundos de investimento em direitos creditórios (alta de 43,3%) e títulos públicos (avanço de 39%).

O balanço da entidade mostra ainda que o capital aplicado no segmento de gestão de patrimônio em 2015 totalizou R$ 74,6 bilhões. O valor aumentou 17,3% sobre 2014 por causa da inclusão de 11 instituições na base de dados — elas acrescentaram R$ 7,4 bilhões ao saldo dos gestores. Considerando apenas as instituições com mais de um ano de operação, houve expansão de 6,4% entre 2014 e 2015. A cidade de São Paulo continua a região com a maior concentração de ativos sob gestão, com 63,4% de participação (o equivalente a R$ 47,3 bilhões).




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Tags:  investimentos Anbima Renda fixa FIDCs renda variável títulos públicos Gestão de Patrimônio Preservação de capital Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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