Evolução elogiável

Prêmio às empresas com os melhores relatórios anuais retrata aprimoramento do conteúdo

Governança Corporativa/Temas/Edição 64 / 1 de dezembro de 2008
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“Relatório anual não é festa; trata-se de informação.” É esse o lema do professor Lélio Lauretti, que há 30 anos analisa os relatórios anuais divulgados por empresas brasileiras. Na última década, ele notou uma melhora considerável no conteúdo desse material. Há 10 anos, o atual diretor da Associação Brasileira de Companhias Abertas (Abrasca) convenceu a instituição dos benefícios que uma premiação para os melhores relatórios anuais poderia trazer ao mercado. Surgiu, então, o Prêmio de Relatório Anual da Abrasca, que, na opinião do seu criador, é o maior responsável pela melhora na qualidade desses materiais.

A evolução pode ser medida de forma aritmética, a partir da nota de corte usada pela comissão julgadora. Em 2008, a avaliação mínima aceita foi 95 pontos, contra 90 no ano anterior e 85 em 2006. Neste ano, a nota máxima era de 102 pontos e, dentre as empresas abertas, quem chegou mais próximo foi a Itautec — 101,67.

Segundo o diretor, a instituição preza pelo detalhamento e a extensão das informações divulgadas pela empresa no relatório; e foi exatamente esse binômio que mais evoluiu nos relatórios.

Para acentuar o caráter pedagógico da disputa, foram criadas, em 2008, as menções honrosas. As empresas que conseguiram notas 10 de todos os jurados em um quesito receberam a menção. Na análise econômico- financeira, por exemplo, o destaque foi para o Bradesco. “Bancos usam uma série de indicadores que só são absorvidos pelo leitor com muito detalhamento. O Bradesco conseguiu e recebeu a menção.” Na governança corporativa, a mencionada foi a Tractebel Energia.

Assim como a nota de corte, o número de empresas inscritas também cresce anualmente. Se o primeiro concurso contou com 50 relatórios, este ano os jurados analisaram 90 peças diferentes. A evolução é indiscutível, e Lauretti já pensa em deixar a presidência da comissão julgadora. “Gostaria de passar o bastão. Já fiz a minha parte.”




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