Empresas preferem notas promissórias às debêntures

Captação de recursos/Temas/Edição 60 / 1 de agosto de 2008
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O aperto de liquidez provocado pela crise de crédito internacional não impactou apenas as captações com ações. As emissões de debêntures também seguem devagar neste ano. Sem considerar as captações por empresas de leasing — que foram desestimuladas após uma mudança no compulsório decretada pelo Banco Central — os volumes de emissão somavam R$ 5,8 bilhões, até 31 de julho, contra R$ 7,9 bilhões em igual período do ano passado.

Segundo Hamilton Agle, diretor de mercado de capitais do Citibank, as debêntures passam por um momento de reprecificação. “A falta de liquidez faz com que o retorno exigido pelo investidor fique mais alto”, afirma. O aumento recente na taxa Selic também contribuiu para agravar esse cenário.

A alta no custo de títulos mais longos abriu espaço para outros de mais curto prazo, como as notas promissórias. Até o fim de julho, foram levantados aproximadamente R$ 12,2 bilhões com esses títulos, ante R$ 8 bilhões no mesmo período de 2007, segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A movimentação do mercado de fusões e aquisições contribui para o crescimento no volume de notas. Muitas vezes, a oportunidade de um bom negócio não permite ao comprador estruturar uma operação mais longa, o que faz das notas o instrumento ideal. Segundo números da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima), dos R$ 12,2 bilhões captados via notas promissórias até o fim de julho, cerca de R$ 4 bilhões (32,9%) foram destinados a esse fim.

Na visão de Paulo Sampaio, superintendente geral da Andima, o mercado de debêntures vai ter de esperar até o ano que vem para vislumbrar a possibilidade de captar volumes como os de 2007. “Esperava-se que os recentes choques nos juros fossem pontuais, mas a piora da perspectiva sobre a inflação mundial mostrou que o aperto vai continuar”, finaliza.


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