Diante dos poucos IPOs, indianos migram para renda fixa

Captação de recursos/Internacional/Temas/Edição 110 / 1 de outubro de 2012
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A desaceleração da economia da Índia e o cenário externo pouco animador levaram o volume arrecadado pelas companhias indianas em ofertas públicas de ações a nocaute. Elas levantaram, nos primeiros três trimestres do ano, US$ 7,9 bilhões, de acordo com a consultoria norte-americana Dealogic. O valor é o mais baixo já registrado na Índia, a terceira maior economia da Ásia, desde 2004, e reflete as preocupações dos investidores com o enfraquecimento das condições internas e os efeitos negativos da crise na zona do euro.

Diante desse ambiente desafiador, as companhias indianas têm se financiado mais por meio das emissões de dívida corporativa. Elas atingiram US$ 33,1 bilhões entre janeiro e agosto de 2012, o maior número já registrado nesse período. “Pode ser um ponto de inflexão, um sinal de que o mercado de dívida corporativa está se voltando a uma nova direção”, disse David Cornell, diretor-gerente da Ocean Dial Advisors, uma gestora de investimentos baseada em Mumbai, ao Financial Times. “A procura por empréstimo bancário sempre foi um modelo tradicional para muitas empresas, mas agora elas estão vendo que o mercado de dívida é barato e que está ficando mais acessível”, ressaltou.

Devido à escassez de ofertas de ações, o montante arrecadado pelos bancos de investimentos da Índia com comissões caiu mais de 50%, para US$ 187 milhões até agosto deste ano. E, ao que tudo indica, essa situação se alastra pela Ásia. As receitas registradas por instituições da região — excluindo o Japão — diminuíram 27%, para US$ 4,1 bilhão, a mais baixa cifra desde 2009, forçando os bancos a cortarem despesas internas e de pessoal.


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