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Contra o mercado
Restrição aos flippers é nociva porque reduz o interesse dos investidores individuais por IPOs

, Contra o mercado, Capital AbertoO ato de “flippar”, ou seja, comprar uma ação na oferta de abertura de capital de uma empresa e vender no primeiro dia de negociação, virou pecado grave no mercado de capitais. Mas proibir a especulação, mesmo que para reduzir a volatilidade das ações destas novas empresas, pode ser prejudicial para o volume de negócios com estes ativos. Existem alertas e alertas sobre os riscos de ir contra a lei do livre mercado. Proibir o vai-e-vem dos investidores significa reduzir a liquidez dos negócios e, por conseqüência, o interesse do mercado por novas ações.

A proibição da atuação dos flippers é uma das causas do menor interesse dos investidores nos IPOs. Nestas ofertas, as empresas abrem o capital para obter recursos junto aos investidores. Desta forma, para a companhia que está ingressando, não importa a origem dos recursos, mas que estes recursos venham e valorizem a ação.

O flipper amplia o interesse inicial nos papéis. É um “especulador”, um “jogador” como qualquer um que toma o risco do mercado. Proibir o flipper é o mesmo que vetar o especulador diário. Qualquer investidor pode ser um flipper. Sim, você pode ser um. Mas as empresas que estão abrindo o capital estão tentando barrar os flippers. Por quê?

Há quem diga que isso prejudica a oferta pública. Mas se isso é verdade, então vamos proibir os day traders ou os especuladores que entram e saem todos os dias da bolsa. Se estes forem prejudiciais ao mercado, concordo que os flippers sejam vetados também.

Será que esse pecado capital serve só para as empresas que têm boa rentabilidade após o IPO, ou para as que caem também? As ações da BM&F subiram 22% no primeiro dia, sem a participação dos flippers tradicionais. Já os papéis da Le Lis Blanc não tiveram a mesma sorte e cederam 20% no primeiro dia. Para não ser considerado flipper, um investidor da BM&F teria que esperar um dia para vender o papel e realizar o lucro. E o investidor da Le Lis Blanc precisaria aguardar um dia para vender o papel e realizar o prejuízo de 20%.

Investir em um IPO é muito arriscado. Como se viu nas experiências recentes, há uma boa chance de perder no primeiro dia. Qual a decisão a tomar? Independente de ser especulador ou não, o investidor deve fazer o que lhe convém no momento, mesmo que seja para ser considerado um flipper e ficar fora das próximas ofertas. Quanto mais tirarmos a liberdade do investidor, mais medo ele vai ter na hora de decidir entrar em novos IPOs.

A frustração com o desempenho das ações que ingressaram na Bovespa através de IPOs no último ano pode ser explicada por diversos fatores, mas uma coisa é certa: a maior parte das perdas está relacionada aos exageros proporcionados pela alta liquidez do mercado. Desconsiderando o dia de estréia, o volume negociado decresce em média 39,2% na primeira semana e, pior, mais da metade dos papéis ofertados mostrou uma redução de volume superior a 58%.

Quando o assunto é rentabilidade, são muitas as razões para o investidor ficar com o pé atrás. Das 46 ações mais líquidas, 29 ou 63% registraram ganho no primeiro dia. Num prazo um pouco maior, o desempenho é mais frustrante. O número cai para 26 (57% do total) ao final da primeira semana e para 11 (24%) entre a data da abertura de capital e o dia 15 de fevereiro deste ano.


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