Papel valorizado (Suzano)

Prestes a abrir fábrica de grande porte, produtora de celulose ganha eficiência

Alta & Baixa/Captação de recursos/Edição 123 / 1 de novembro de 2013
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Apertar o cinto e inaugurar uma fábrica fizeram diferença para a Suzano. Em outubro, a Fitch alterou a perspectiva de rating da companhia de estável para positiva, enquanto, na bolsa, as ações acumulavam alta de mais de 60% em 12 meses (contra cerca de 12% negativos do Ibovespa). A Suzano é a segunda maior produtora mundial de celulose de eucalipto e líder do mercado de papéis brancos no Brasil e na América do Sul. Mas, segundo a Fitch, apesar da forte posição operacional, a alavancagem elevada limitava a nota de crédito da empresa a BB- (grau especulativo).

É aí que entram a diminuição no endividamento e a fábrica nova. A planta no Maranhão começa a operar neste trimestre, com potencial produtivo de 1,5 milhão de toneladas por ano de celulose — o que ampliará a capacidade total da companhia para 4,4 milhões de toneladas anuais. A Suzano também fabrica 1,3 milhão de toneladas por ano de papel.

Para Marcos Assumpção e André Pinheiro, analistas do Itaú BBA, a nova instalação sanciona a ideia de que a empresa está bem posicionada para se beneficiar de um dólar mais alto — a Suzano exporta celulose para 31 países e papel para 86, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos. A alta no preço dos dois insumos, na visão dos analistas, deve melhorar os resultados operacionais e servir como um catalisador positivo para as ações. Por isso, eles mantêm a recomendação de out-perform (desempenho acima do índice de mercado) para os papéis da Suzano.

Fonte: Economatica. Foram consideradas as posições finais superiores a R$ 1 milhão. Valores em R$ milhares. Obs.: Os dados de 30/6/2013 eram os últimos disponíveis até o fechamento desta edição.

Com a nova fábrica em operação, a Fitch acredita que haverá um processo gradual de desalavancagem ao longo de 2014. Reduzir as dívidas é uma das prioridades da gestão atual. Em março deste ano, a empresa anunciou que parte dos planos de investimentos, como uma nova fábrica de celulose no Piauí e mais unidades da Suzano Energia Renovável, só seria retomada quando a relação entre dívida líquida e Ebitda chegasse a 2,5 vezes. Em junho, ela estava em 5,1.

O freio nos investimentos faz parte de um conjunto de medidas que visa, ainda, aumentar o retorno e a eficiência e racionalizar gastos. Segundo os analistas Thiago Lofiego e Karel Luketic, do Bank of America Merrill Lynch, os efeitos já são visíveis. No segundo trimestre, o Ebitda da Suzano avançou 72,8%, atingindo R$ 515 milhões. As despesas gerais e administrativam caíram 6%, enquanto os custos por tonelada de celulose cederam 2,3%.

A companhia não deixou de operar no negativo, mas vem reduzindo o prejuízo. Entre abril e junho, registrou uma perda líquida de R$ 247,5 milhões, queda de 6,3% em relação a igual período de 2012. Diante desse cenário, o Bank of America Merrill Lynch manteve a recomendação de compra para o papel, estimando uma valorização potencial de 38% até o fim do ano.

A escolha das companhias para esta seção é feita a partir de um levantamento da Economática com a oscilação e o volume negociado mensalmente por ações que possuem giro mínimo de R$ 1 milhão por dia. A partir daí, são escolhidas aquelas que se destacam pelas variações positivas e negativas.


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Tags:  Suzano Celulose CAPITAL ABERTO mercado de capitais endividamento Itaú BBA Fitch eucalipto fábrica Marcos Assumpção André Pinheiro Piauí Thiago Lofiego Karel Luketic Bank of America Merrill Lynch Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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