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Gestores veem oportunidades no mercado pós-rali
Confira a visão de Ulisses Nehmi, da Sparta, Gustavo Menezes, da AZ Quest, e Bruno Stuani, da Plural Gestão
Mercado pós-rali, Gestores veem oportunidades no mercado pós-rali, Capital Aberto

Na esteira do rali do fim do ano, gestores ouvidos pela Capital Aberto continuam animados com as perspectivas para este começo de 2024. O mercado de crédito privado merece destaque, graças à demanda represada no ano passado e à redução dos juros.  A combinação deve levar mais empresas ao mercado de capitais em busca de recursos, prevê Ulisses Nehmi,  CEO da Sparta. “Com a procura maior dos investidores, provavelmente na outra ponta haverá um aumento do volume de emissões”, diz ele.

“Acreditamos na continuidade do fluxo para o mercado de crédito privado, pelo prêmio dos spreads, bem como em renda variável, pelo nível atrativo de valuation da bolsa”, emenda Bruno Stuani, head comercial da Plural Gestão.

A sazonalidade também ajuda neste início de 2024. “Normalmente o começo do ano é muito bom, principalmente para mercados emergentes”, afirma Gustavo Menezes, gestor da área de macro e de renda fixa da AZ Quest.

Mas riscos também existem. “Vai ser um ano com muito menos gordura no mercado, os ativos estão bem mais bem precificados, não tão assimétricos como no ano passado”, continua Menezes.  

Do lado de fora das fronteiras, as eleições americanas também preocupam os gestores, com o potencial de interferir no rumo da esperada queda de juros.

Confira os principais trechos das entrevistas com os três analistas.

Gustavo Menezes, AZ Quest

Começo promissor

“Fechamos 2023 numa posição muito melhor do que começamos, com a agenda de recuperação do Haddad praticamente toda aprovada. O cenário externo, apesar de ainda muito desafiador, entra o ano numa posição muito mais confortável.

Os juros americanos, os juros dos países envolvidos deram uma boa acomodada no último trimestre do ano.

Então, acredito que o primeiro trimestre vai ser uma continuidade do que a gente viu no último trimestre de 2023, só que com o patamar dos preços dos ativos bem mais esticados. A parte de Bolsa teve uma grande reprecificação, principalmente no último trimestre, mas a gente acredita que ainda deve ter espaço para uma boa performance.”

Empurrão sazonal

“Normalmente o começo do ano é muito bom, principalmente para mercados emergentes. No final do ano o fluxo cambial sempre é bastante negativo, por ser um período de remessas de lucros, dividendos e resgate de investimento em carteira ocorrem para fechamento do ano. Normalmente o primeiro mês é um ano positivo, com a volta dos fluxos e destravamento de planos e decisões de investimento.”

Risco Trump

“O principal risco para 2024 vem das eleições americanas, um processo que já começou bem bagunçado por conta de toda a questão judicial. Ele lidera as pesquisas. E é uma pessoa volátil por natureza. Isso vai trazer muitos desafios, principalmente no segundo semestre, mas o debate já está começando.

A gente viu a política comercial externa do Trump, com bastante atrito, com a questão da tarifação para a China e Europa. Ele tem também uma política bem extrema em relação à imigração.

O mercado americano passa por um momento de bastante demanda e pouca oferta de trabalhadores. E boa parte dessa oferta de trabalhadores se dá através de imigração.

A restrição aos imigrantes poderia pressionar os preços. Isso pode dificultar o trabalho do Fed e deixar o juro americano mais alto do que está precificado.

Também existe o fato de a política implementada por ele sempre ter sido de redução de impostos, o que preocupa já que a situação fiscal americana se deteriorou muito no período pós-pandemia.”


Ulisses Nehmi, Sparta

Crédito melhor

No ano passado, o da Americanas e da Light criou uma distorção muito grande nos preços. Parte dela já se recuperou e tem uma parte para recuperar ao longo deste ano. A gente também está bem otimista para este ano, porque quando há um ciclo de queda Selic, de maneira geral, tem uma melhora na qualidade de crédito dos emissores.

Fuga do IR

Para o trimestre, acreditamos que pode haver uma realocação de recursos bastante significativa com a tributação dos fundos exclusivos. O investidor com mais patrimônio gosta de retorno, mas ele não gosta de pagar imposto, né? Então, pode ter uma parte que vai pra previdência , mas a gente acha principalmente que haverá demanda para ativos de renda fixa incentivados, isento de impostos de renda [para pessoas físicas], como debêntures incentivadas, as LIG, LCI, LCA, CRI, CRA. Também devem ir para os fundos que carregam essas isenções e que investem nesse tipo de ativo, como é o caso dos fundos imobiliários, dos fiagros e dos finfras.

Debêntures incentivadas

Em meio disso tudo, achamos que, em especial, o que mais deve atrair a atenção do investidor devem ser as debêntures incentivadas, que são de um setor com nível de risco menor. [Elas captam recursos para projetos específicos, voltados ao desenvolvimento da infraestrutura do país].  Além disso, são ativos normalmente são atrelados à inflação, com proteção do juro real e taxas muito atrativas nesse momento, porque tanto o título público quanto o spread de crédito estão em taxas historicamente elevadas.

Mais emissões

Com procura maior dos investidores, provavelmente na outra ponta haverá um aumento do volume de emissões, de empresas captando recursos.

Isso ajuda a equilibrar oferta e demanda. No primeiro semestre do ano passado, o mercado de novas emissões fechou por alguns meses com problemas na Americanas e na Light.

Quando os fundos voltaram a captar, esse movimento retomou.  Mas, assim, ainda não normalizou. Parte ficou represada.  Agora temos expectativa de um pipeline bem robusto de novas emissões ao longo desse semestre.

Além disso, conforme os juros vão caindo, fica melhor para as empresas captarem recursos.


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Bruno Stuani, Plural Gestão

Riscos e oportunidades

As atenções continuam as mesmas de 2023, ou seja, acompanhar os dados de atividade, inflação e emprego nos Estados Unidos, a fim de identificar o momento em que o Fed flexibilize sua política monetária. Enquanto, no Brasil, além de influenciado pela dinâmica americana, seguimos atentos ao esforço do governo na disciplina fiscal e nas condições para o ciclo de corte de juros.

Dito isso, acreditamos na continuidade do fluxo para o mercado de crédito privado, pelo prêmio dos spreads, bem como em renda variável, pelo nível atrativo de valuation da bolsa.

Leia também:

O mapa dos fundos em 2024


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