Brasil não é proativo no combate à corrupção, diz OCDE

11/11/2014

Legislação e Regulamentação/Internacional/Temas / 11 de novembro de 2014
Por 


A lei anticorrupção brasileira, em vigor desde janeiro desse ano, é um avanço. Mas, apesar do esforço legal para punir corruptores e corruptos, o Brasil deixa muito a desejar nesse ponto. Quando o assunto é a investigação da corrupção ativa de empresas brasileiras a políticos estrangeiros, o País usa muito pouco os recursos de que dispõe e age como se fosse o último a saber sobre o que acontece em seu território. Foi isso o que a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) descobriu em seu último estudo sobre o assunto, publicado no fim de outubro.

A entidade aponta que, dos 14 alegados casos de corrupção envolvendo estrangeiros descobertos no Brasil desde 2001, nove eram desconhecidos das autoridades brasileiras antes de serem divulgados na mídia. Abriram-se cinco investigações, nenhuma delas baseada em denúncias da Polícia Federal. Atualmente, três casos são investigados, todos eles com base em informações que partiram da OCDE. Um deles envolve a Embraer, que teria pagado US$ 3,4 milhões a um coronel dominicano para facilitar as vendas de avião à República Dominicana. Outro caso diz respeito a uma empresa brasileira que comprou gás natural de um país latino-americano. A terceira investigação recai sobre a venda de válvulas cardíacas nacionais a um país europeu, que teria sido facilitada por um funcionário público local.

Para a OCDE, existem vários motivos para a falta de proatividade, entre eles o gigantismo das empresas estatais, envolvidas em vários casos de corrupção. Outra causa é a relutância da Justiça de investigar casos descobertos por veículos de imprensa. A falta de estímulos à delação de ilícitos por agentes do setor privado também é apontada como uma razão para a demora.


Quer continuar lendo?

Faça um cadastro rápido e tenha acesso gratuito a três reportagens mensalmente.

Tenha o melhor conteúdo do mercado de capitais sem limites ou interrupção.
Assine a partir de R$ 36/mês!
Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} matérias gratuitas por mês

Você atingiu o seu limite de {{limit_online}} matérias por mês. X

Ja é assinante? Entre aqui >

ou

Aproveite e tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo sobre mercado de capitais!

Básica

R$ 36 00

Mensal

Acesso Digital
-
Desconto de 10% em grupos de discussão, workshops e cursos de atualização
Acervo Digital

Completa

R$ 42 00

Mensal

Acesso Digital
Edição Impressa
Desconto de 10% em grupos de discussão, workshops e cursos de atualização
Acervo Digital

Corporativa

R$ 69 00

Mensal

Acesso Digital - 5 senhas
-
Desconto de 15% em grupos de discussão, workshops e cursos de atualização
Acervo Digital

Clube de conhecimento

R$ 89 00

Mensal

Acesso Digital - 5 senhas
-
Desconto de 20% em grupos de discussão, workshops e cursos de atualização
Acervo Digital | Acervo de Áudios



Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie


Tags:  Embraer CAPITAL ABERTO mercado de capitais OCDE lei anticorrupção Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Próximo chairman da Usiminas pode ser escolhido por minoritários
Próxima matéria
Bancos criam plataforma de ações sem fins lucrativos



Comentários

Escreva o seu comentário sobre este texto!

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Recomendado para você





Leia também
Próximo chairman da Usiminas pode ser escolhido por minoritários
A diferença de preço entre as ações ordinárias e as preferenciais da Usiminas chamou a atenção do mercado em fevereiro....
{"cart_token":"","hash":"","cart_data":""}