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Busca por ativos e finanças sustentáveis hoje em dia é “default”, diz CEO do Banco BV
Gabriel Ferreira lembra que os bancos globalmente estão com olhar para a sustentabilidade, não só sobre a ótica das oportunidades, mas também da gestão de risco
ativos, Busca por ativos e finanças sustentáveis hoje em dia é “default”, diz CEO do Banco BV, Capital Aberto

A sigla ESG se tornou conhecida no decorrer dos últimos anos e tem feito parte dos planos de ação de 10 entre 10 empresas do mercado, principalmente as de capital aberto que prestam contas sobre sua atuação socioambiental e de governança. Mas como planos e boas intenções não bastam, o greenwashing preocupa investidores e vem desgastando o termo ESG.

Apesar do momento de questionamento sobre a adoção concreta, por parte das empresas, das boas práticas preconizadas, representantes do setor financeiro seguem otimistas. É o caso do CEO do Banco BV, Gabriel Ferreira. O executivo acredita que o mercado das finanças sustentáveis vai se desenvolver muito a “reboque de todas as oportunidades que estão sendo discutidas” e que os bancos têm um papel fundamental de ser o elo entre o investidor e os projetos, e a ponta tomadora do recurso. Para ele, “estamos na transição do desconhecimento para o conhecimento pleno, e não só no setor financeiro, mas na sociedade de forma geral”, afirmou mencionando em especial o setor de energia solar.


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O CEO do BV acredita que o papel do banco é olhar para o seu core capability, tanto com investidores institucionais quanto com varejo, e desenvolver produtos em cima disso. Anda falando sobre a transição energética, em participação no evento Zero Summit 2024, promovido pela Bloomberg Nef, Ferreira lembrou que 2023 poderia ter sido melhor, não fosse a antecipação de demanda para a compra da energia solar, em 2022, dado o ruído de uma mudança no marco regulatório. Mesmo assim, de acordo com dados da Bloomberg, o Brasil foi o segundo país que mais colocou energia solar no mundo.

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O Banco BV possui o compromisso público de investir R$ 80 bilhões em operações com benefícios ambientais e sociais até 2030. Desse total, R$ 22 bilhões já foram originados. A instituição foi o primeiro banco a criar um rating ESG no Brasil e já faz teste de estresse climático na sua carteira de crédito.

“Me parece que não é uma escolha, necessariamente, entre ter um impacto positivo e ganhar dinheiro. Não, sem dúvida não. Quanto mais a gente puder encontrar avenidas de interseção entre negócios sustentáveis financeiramente, quer dizer, tem o espaço para filantropia, mas não é o core business de um banco a filantropia”, diz o CEO. “Quer dizer, ele precisa gerar retorno para os seus acionistas e precisa gerar a remuneração para o capital que lhe é investido. Então, a boa prática de busca pelo resultado, pela rentabilidade, também é ser sustentável.”

O CEO comenta que é difícil fazer uma previsão numérica, mas aponta que tem percebido no mercado de capitais, em geral, que a busca por ativos e finanças sustentáveis talvez fosse, há alguns anos, considerada um diferencial em algumas instituições, mas que hoje isso já não ocorre. “Hoje eu diria que é, ‘default’. Quer dizer, todos os bancos no Brasil e no mundo, todos os players, investidores no Brasil e no mundo, estão com esse olhar para a sustentabilidade, não só sobre a ótica das oportunidades, mas também sobre a ótica da gestão de risco”, opina Ferreira.

Greenwashing e o desgaste do ESG

Diante de um chamado “desgaste” do termo ESG, após o boom nesse mercado em 2020 e 2021, ele foi reduzido em 2022 a quase a metade, conforme dados da Bloomberg citados por Fabiana Alves, CEO do Rabobank Brasil.

A executiva comenta sobre as notícias recentes de fundos e grandes players no mercado se afastando do “Green e do ESG”, e pensando mais em finanças resilientes, em fundos de resiliência financeira. “Eu acho que isso se deve um pouco ao fato de que, por falta de auditoria, de mecanismos estandardizados, transparência, o movimento das finanças verdes foi impactado. E podemos correlacionar com a questão de credibilidade e de transparência que não andou na mesma velocidade que a boa intenção dos investidores das corporações de investir em torno de sustentabilidade”, diz Fabiana.

Filipe Blackwood, encubador e COO do Global Carbon Market Utility, também comenta sobre o desgaste do ESG e a relação com greenwashing. “Volto ao princípio: como é que vamos auditar diferença? Podemos todos aqui dizer que somos os melhores, mas se não existe registro de quantos gols são feitos todos os dias, como é que eu sei que sou o melhor jogador do mundo?” questiona Blackwood. Na visão do executivo, a falta de auditoria é um problema. “Se não existe nenhum tipo de auditoria, eu posso chegar aqui amanhã e dizer o mesmo. Para isso não acontecer precisamos que exista taxonomia, regulamentação, o que vai ajudar os bancos a criarem mais linhas de crédito voltadas a quem adote boas práticas ou ajudar outros tipos de estratégia relacionadas à questão climática”, opina Blackwood.   


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