Natura firma compra da Avon para criar empresa avaliada em US$ 11 bilhões

Os principais acontecimentos para o mercado de capitais na semana de 20 a 24 de maio

Semana / 24 de maio de 2019
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Ilustração: Julia Padula

Natura anunciou, na quarta-feira, dia 22 de maio, acordo para comprar a Avon, em operação envolvendo troca de ações. O grupo resultante da união será controlado por uma sociedade que ainda será formada, a Natura Holding. Nessa nova sociedade, os atuais acionistas da Natura ficarão com cerca de 76% do capital, e os da Avon com os 24% restantes. A nova empresa é avaliada em cerca de 11 bilhões de dólares e será a quarta maior no mercado de beleza mundial. Com isso, a Natura passará a atuar em cerca de 100 países — a aquisição não inclui as operações da Avon nos Estados Unidos, Canadá e Porto Rico. A expansão, entretanto, traz desafios — a Natura terá que operar em mercados fora da América Latina, alguns deles problemáticos. Diante disso, a Fitch colocou a nota de crédito da empresa em observação negativa na sexta-feira, 24 de maio.

20.05

– Justiça do Estado do Rio de Janeiro, onde tramita o processo de recuperação judicial da Oi, suspende aumento de até 114% na remuneração do conselho de administração da operadora. A proposta havia sido aprovada em assembleia de acionistas realizada no mês de abril.

– Eternit divulga nova versão do seu plano de recuperação judicial, passando a incluir proposta de pagamento aos credores quirografários, vinculada à venda de ativos imobiliários. Cada um desses credores pode receber até 3 mil reais.

– Gol, Latam e o fundo de hedge Elliott Management, principal credor da Avianca Brasil, protocolam, no Tribunal de Justiça de São Paulo, pedido de rejeição à proposta da Azul de ficar com ativos da Avianca.

21.05

– Grupo Casino, controlador do Grupo Pão de Açúcar, confirma visita de agentes da Comissão Europeia em sua sede, na França, em busca de documentos que ajudem na investigação sobre supostas práticas anticoncorrenciais do Casino na Europa.

– EDP Renováveis e Engie assinam um memorando de entendimento estratégico para criar uma joint venture no setor eólico offshore. Cada uma das empresas deterá metade do negócio.

– CPFL Energia anuncia memorando de entendimentos vinculante com a sua controladora State Grid para a compra da participação que a chinesa detém na CPFL Energia Renováveis, que já é controlada indiretamente pela CPFL Energia.

22.05

– Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprova com restrições a venda da Mediplan Assistencial e dos hospitais Samaritano e Maternidade Samaritano, em Sorocaba (SP), para Notre Dame Intermédica.

– Duratex anuncia compra da fabricante de revestimentos cerâmicos Cecrisa, dona da marca Portinari, por 539 milhões de reais, além de ter assumido dívidas de 442 milhões. A compra faz parte da estratégia da Duratex de atuar em diferentes segmentos.

23.05

– Magazine Luiza confirma aprovação pelo Cade da compra da Netshoes sem restrições. Não há certeza, entretanto, que a varejista vai ficar com o ativo. No mesmo dia, o grupo SBF, dono da Centauro, fez proposta para adquirir a Netshoes, oferecendo 2,80 dólares por ação, o que totaliza cerca de 87 milhões de dólares. Em sua proposta, a Magazine Luiza havia oferecido 2 dólares por ação — o equivalente a 62 milhões de dólares. A proposta do Magazine Luiza, que pode ser melhorada, será votada em assembleia de acionistas da Netshoes no dia 30 de junho. Caso ela seja recusada, a oferta da Centauro será analisada.

– Conforme anúncio, empresa resultante da união entre o setor de aviação comercial da Embraer e a Boeing irá se chamar Boeing Brasil – Commercial.

– Cade informa ao Tribunal de Justiça de São Paulo a instauração de procedimento preparatório de inquérito administrativo para apurar as implicações concorrenciais da recuperação judicial da Avianca, cujos ativos são disputados por Gol e Latam. O órgão demonstrou preocupações concorrenciais sobre a venda de slots para as companhias aéreas.

24.05

– Rallye, controladora do Casino, obtém plano de proteção contra credores (semelhante à recuperação judicial no Brasil) na Justiça francesa, com duração de seis meses, período em que a empresa pretende montar um plano de reestruturação de suas dívidas, que somam 2,9 bilhões de euros. O plano não inclui o Casino e, portanto, o Grupo Pão de Açúcar.

 




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