Juros e reformas devem beneficiar fundos, mas volatilidade continua, prevê Fitch
Relatório da agência mantém perspectiva neutra para o setor e destaca mudanças regulatórias e crédito privado
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Os ativos sob gestão da indústria de fundos devem crescer no País em 2024, beneficiados por taxas de juros mais baixas, embora ainda elevadas, e pela aprovação de reformas econômicas, prevê relatório da Fitch Ratings Perspectiva 2024: Gestoras de Recursos Brasileiras . “Este melhor ambiente deve atenuar o cenário vigente de maio de 2022 até meados de 2023, quando a indústria reportou grande volume de resgates, devido a pressões inflacionárias, taxas de juros elevadas, incertezas econômicas e políticas e maior procura por investimentos isentos de impostos, como letras de crédito”, diz o relatório. Diante do cenário, a agência mantém neutra a perspectiva para o setor.

Mais gestoras

O relatório também aposta na manutenção do crescimento no número de gestoras no Brasil. Em setembro, havia 962 delas, em comparação com 865 em 2022.

Entre as perspectivas positivas para o desempenho dos fundos, a Fitch menciona também o “relativo sucesso” do governo Lula na construção de alianças com o Congresso e “a capacidade de negociação” do presidente.

Também vê como animadora a  “atenção [do governo federal] ao risco fiscal, com a proposta de manutenção do déficit zero no orçamento de 2024 e o avanço do novo arcabouço fiscal e da reforma tributária”.


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Alertas

Em relação aos riscos, a situação externa ganha holofotes. “Tensões geopolíticas devem continuar gerando volatilidade nos mercados”, diz Pedro Gomes, diretor da área de Fundos e Gestores de Recursos da Fitch.

Entre os riscos globais com potencial “impacto significativo” na economia brasileira, o relatório menciona o prolongamento das guerras na Ucrânia e em Gaza, as disputas comerciais entre os Estados Unidos e a China, altas taxas de inflação e juros, o menor crescimento da China e incertezas provocadas por mudanças climáticas extremas.

Mudanças regulatórias

“Além de toda esta volatilidade, os investidores devem ficar atentos às novas regras da Resolução CVM 175, que trouxe grandes alterações e benefícios para o arcabouço regulatório brasileiro a partir de outubro de 2023”, diz Gomes. 

“A maioria das gestoras, porém, está postergando para 2024 a implementação dessas regras, devido à sua complexidade.”

Crédito privado

Outro destaque do relatório é a retomada do crescimento dos fundos de crédito privado após junho de 2023, com retorno das emissões privadas e da demanda de investidores, depois da crise da Americanas. 

Mas a agência menciona também momentos difíceis, com destaque para os “resgates significativos” no fim de 2019 e, com a pandemia, no primeiro trimestre de 2020.  “Nesses períodos, a liquidez destes fundos foi testada, uma vez que as gestoras tiveram de vender ativos de maior qualidade para atender aos resgates, com poucos eventos de liquidez na indústria, apesar dos retornos negativos em alguns”, diz a Fitch.

Neste ano, veio outro teste de qualidade. “Apesar da rentabilidade negativa desta classe de ativos em alguns meses, gestoras como a BRAM – Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, a BNP Paribas Asset Management Brasil Ltda. e a Caixa Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. se destacaram por sua qualidade de crédito”. 

Mas fica um alerta: “Os fundos privados têm demonstrado eventos de liquidez e de crédito recorrentes em um período relativamente curto (cerca de três anos), o que sugere atenção com descasamentos de prazos entre ativos e passivos (cerca de três anos). Isso fica mais evidente em ambientes estressados.”


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