Quem fala a verdade?

Analistas demitidos acusam Empiricus de obrigá-los a recomendar ações e produtos

Bolsas e conjuntura/N@ Web / 18 de março de 2018
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Ilustração: Rodrigo Auada

Ilustração: Rodrigo Auada

O histórico de polêmicas da Empiricus não para de aumentar. Na semana passada, a casa de research foi alvo de críticas de ex-funcionários. Nas redes sociais, três analistas demitidos afirmaram que a Empricus os obrigava a recomendar determinadas ações e a participar de ações de marketing. O CEO, Caio Mesquita, respondeu no Twitter. “Infelizmente a vitimização contaminou as novas gerações, enquanto caráter, lealdade e gratidão tornam-se cada vez mais raros. Temo pelo futuro”, disse. A pancada mais forte veio do analista Ricardo Schweitzer. Ele publicou, também no Twitter, cópias de e-mails trocados com outro funcionário da Empiricus (cuja identidade ele manteve no anonimato). A pessoa solicitava que o analista sugerisse um novo produto da casa, voltado a uma recomendação de derivativos. Schweitzer negou o pedido, dizendo acreditar que o produto não se adaptava às regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Apimec (associação dos analistas de investimento) e que não era adequado recomendar esse tipo de ativo a investidores individuais. Sócio da Inversa Publicações, empresa ligada à Empiricus, Pedro Cerize defendeu, ainda no Twitter, a casa de análise — afirmou que Schweitzer “organizava” sua saída havia algum tempo e que buscava criar “fatos”.

 




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