Regulador britânico pretende rever regras para bancos de investimento e IPOs

Reguladora do mercado de capitais britânico, a Financial Conduct Authority (FCA) está de olho em potenciais conflitos de interesses e assimetria de informações. Para coibir essas práticas, a autoridade pretende aumentar a vigília sobre os bancos de investimento. No último dia 13, a FCA publicou …

Seletas/Internacional/Edição 28 / 29 de abril de 2016
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Ilustração: Rodrigo Auada

Ilustração: Rodrigo Auada

Reguladora do mercado de capitais britânico, a Financial Conduct Authority (FCA) está de olho em potenciais conflitos de interesses e assimetria de informações. Para coibir essas práticas, a autoridade pretende aumentar a vigília sobre os bancos de investimento. No último dia 13, a FCA publicou dois relatórios, nos quais detalha suas inquietações.

O primeiro estudo esmiúça o ambiente de negócios dos bancos de investimento no país. A FCA concluiu que a maioria dos clientes, principalmente os de maior porte, está satisfeita com o atual modelo, mas acredita que certos hábitos podem ser prejudicais à concorrência entre os bancos. Um deles é a venda casada. Ela ocorre quando, por exemplo, uma companhia que está sendo assessorada pelo banco em uma operação de M&A recebe também uma linha de crédito da instituição. Segundo o FCA, nesse cenário, bancos de investimento que não concedem empréstimos teriam dificuldade para competir. Além disso, a FCA está atenta à possibilidade de alguns bancos privilegiarem certos clientes em detrimento de outros na hora de distribuir as ações de IPOs. Diante disso, prometeu supervisionar essas instituições para compreender melhor os potenciais conflitos de interesse.

O segundo estudo do FCA discute possíveis mudanças nas regras de IPOs, principalmente no que diz respeito a informação. A regulação britânica estabelece um período — usualmente de 14 dias antes da divulgação do prospecto — em que os analistas dos bancos de investimento responsáveis pela oferta não podem divulgar relatórios. Nesse intervalo, cabe ressaltar, eles continuam com acesso aos executivos da empresa ofertante; enquanto isso, outros analistas não têm contato algum com os diretores — o que, na visão da FCA, pode prejudicar a qualidade da informação transmitida aos investidores. Para resolver essa assimetria, o regulador discutirá se é melhor proibir o acesso dos primeiros ao alto escalão ou permitir que os últimos também tenham esse contato.




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